Na última sexta-feira (09/01), a participação da União no Banco da Amazônia atingiu 91,9% do capital ordinário após a transferência de mais de 10,4 milhões de ações. A operação reposicionou o governo federal como controlador quase integral da instituição, sem alterar o capital social total do banco.
O ajuste ocorreu por meio da cessão de direitos de subscrição de ações escriturais pertencentes ao FI Caixa FGEDUC Multimercado. Como resultado, 10.427.301 ações ordinárias passaram do fundo para o Ministério da Fazenda, ampliando o domínio estatal sobre uma instituição considerada estratégica para o financiamento regional.
Até então, a União detinha 73,3% das ações ordinárias. Já o FGEDUC, que mantinha 18,6% do capital, deixou completamente a base acionária. Essa mudança alterou a composição societária, mas preservou o total de 56.058.315 papéis emitidos pelo Banco da Amazônia.
Participação da União no Banco da Amazônia e a nova estrutura
Com a ampliação do controle governamental, a estrutura acionária ficou mais concentrada. Permaneceram inalteradas as posições do BB FGO – Fundo de Investimento em Ações, com 5,1%, e dos acionistas minoritários, que juntos concentram 3% do capital ordinário.
Esse novo desenho reforça o controle estatal do Banco da Amazônia, especialmente em decisões estratégicas e na condução de políticas alinhadas às diretrizes federais. A saída do FGEDUC também reduz a presença de fundos vinculados a políticas específicas de garantia de crédito educacional.
Do ponto de vista institucional, a transferência foi classificada como uma redistribuição de titularidade, sem emissão de novas ações. Assim, não houve diluição nem impacto direto sobre o valor do capital social registrado.
Participação da União no Banco da Amazônia sob o olhar institucional
A elevação da presença acionária do governo federal tende a ampliar a influência do Ministério da Fazenda sobre a governança do banco. Analistas de mercado avaliam que estruturas mais concentradas facilitam a coordenação estratégica, embora reduzam o espaço relativo de investidores não estatais.
O Banco da Amazônia atua como agente financeiro em programas de crédito voltados ao desenvolvimento da região Norte. Nesse contexto, a maior participação pública pode reforçar o alinhamento entre a instituição e políticas econômicas federais, sobretudo em financiamento produtivo e infraestrutura.
Controle acionário ampliado e próximos desdobramentos
A ampliação da participação da União no Banco da Amazônia ocorre em um ambiente de reorganização de ativos públicos e ajustes patrimoniais. O mercado acompanha agora como essa concentração acionária será refletida nas decisões de governança, na política de crédito e na relação com investidores minoritários, em um banco cada vez mais centralizado sob comando estatal.











