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Carla Pontes, CEO do Grupo Marquise, discute crescimento industrial na Feira da Indústria

Carla Pontes na Feira da Indústria defende que planejamento público, responsabilidade fiscal e segurança jurídica ajudaram a estruturar o ambiente de investimento que sustenta a expansão da indústria no Ceará.
Carla Pontes na Feira da Indústria FIEC 2026 durante painel sobre desenvolvimento industrial
Carla Pontes, CEO do Grupo Marquise, durante debate sobre ambiente de investimento na Feira da Indústria FIEC 2026. Foto: Divulgação

Carla Pontes, marcou presença na Feira da Indústria e afirmou que o ambiente institucional construído ao longo de décadas no Ceará ajuda a explicar a capacidade do estado de atrair capital produtivo. Além disso, contribui para ampliar a base industrial local. A CEO do Grupo Marquise destacou que planejamento público e responsabilidade fiscal exercem papel relevante nesse processo. Da mesma forma, infraestrutura econômica e segurança jurídica também orientam decisões empresariais.

A declaração ocorreu durante o painel Encontro de Lideranças Femininas, realizado dentro da programação da Feira da Indústria FIEC 2026, no Centro de Eventos do Ceará. No debate, executivas discutiram o ambiente econômico regional. Em especial, avaliaram como ele influencia estratégias corporativas e investimentos produtivos. Além disso, analisaram efeitos sobre a expansão do setor industrial. Ainda assim, a conversa trouxe um ponto menos explorado nas análises tradicionais do crescimento regional.

Carla Pontes participa da Feira da Indústria e aponta continuidade institucional no Ceará

Durante o painel, a executiva avaliou a trajetória econômica do estado. Segundo ela, o Ceará mantém uma linha de planejamento público desde os anos 1990. Essa continuidade, portanto, fortaleceu um ambiente de previsibilidade. Como resultado, o cenário tende a estimular decisões de investimento produtivo.

“O Ceará teve a sorte de contar, ao longo do tempo, com governos responsáveis, que olharam para o futuro e mantiveram uma visão estratégica de desenvolvimento”, afirmou Carla Pontes. Em seguida, a executiva citou gestões recentes. Entre elas, mencionou o ex-governador Camilo Santana e o atual governador Elmano de Freitas. Ambos, segundo ela, fazem parte dessa sequência institucional. Ao mesmo tempo, o debate levantou uma questão estrutural. Afinal, qual é a lógica que sustenta a expansão industrial regional?

Lideranças industriais conectam investimento à estrutura econômica

No painel, Carla Pontes também avaliou o papel do poder público. Para ela, a atuação estatal vai além da formulação de políticas isoladas. Na prática, envolve a construção de um ambiente econômico consistente. Nesse contexto, entram fatores como infraestrutura logística e estabilidade regulatória. Somam-se ainda ambiente de negócios, capacidade técnica e instituições de ensino.

Essa combinação, segundo a executiva, abre espaço para novos projetos industriais. Além disso, permite a expansão de empreendimentos já instalados. “Quando o poder público cria condições adequadas, com infraestrutura, segurança jurídica e estabilidade, o setor privado responde, os investimentos acontecem e a economia floresce”, afirmou.

Para Carla Pontes, há ainda outro fator relevante. A presença de universidades e centros de formação técnica. Essas instituições, segundo ela, ampliam a qualificação profissional. Consequentemente, fortalecem o capital humano disponível para a indústria.

O debate reuniu outras lideranças empresariais do estado. Participaram Camila Fragoso, diretora da Mineradora Água Límpida; Aline Telles, presidente do Grupo Telles; e Milene Pereira, presidente do SindCafé. A mediação foi conduzida pela jornalista Giuliana Morrone. O encontro ocorreu no espaço FIEC Connect, dedicado a discussões estratégicas sobre indústria e economia.

Carla Pontes esteve na Feira da Indústria e, destacou que o desempenho industrial regional não depende apenas de ciclos econômicos ou incentivos pontuais. Em muitos casos, reflete decisões institucionais acumuladas ao longo do tempo. Assim, explica por que alguns polos produtivos consolidam cadeias industriais. Enquanto isso, outros territórios enfrentam mais dificuldades para avançar.

Foto de Flávia Lifonsino

Flávia Lifonsino

Flávia Lifonsino é jornalista formada pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Integra a equipe do Economic News Brasil, com atuação na produção jornalística e em conteúdos analíticos sobre negócios, investimentos e tecnologia aplicada às empresas, além de experiência em coberturas digitais e projetos editoriais.

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