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Liquidação do Banco Master Múltiplo marca fim do regime especial no conglomerado Master

Liquidação do Banco Master Múltiplo encerra regime especial aplicado pelo Banco Central e marca nova etapa na reorganização do conglomerado Master. Saiba mais.
Liquidação do Banco Master Múltiplo anunciada pelo Banco Central
Banco Central encerra regime especial e decreta liquidação do Banco Master Múltiplo dentro do conglomerado Master (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

A liquidação extrajudicial do Banco Master Múltiplo foi anunciada pelo Banco Central nesta terça-feira (17/03). Encerrando, assim, o regime especial que vinha sendo aplicado à instituição dentro do conglomerado do Banco Master, liquidado no final de 2025.

A decisão ocorre às vésperas do fim do Regime de Administração Especial Temporária (RAET), instrumento adotado desde novembro de 2025 para preservar a continuidade operacional do Banco Master e evitar interrupções no sistema financeiro.

Liquidação do Banco Master Múltiplo e o fim do regime especial

O Banco Central decretou o RAET em 18 de novembro de 2025, com prazo de 120 dias. Esse regime especial permite que a autoridade assuma temporariamente a administração da instituição para preservar seu funcionamento, evitar descontinuidade abrupta e avaliar alternativas antes de uma decisão definitiva. Ao longo desse período, o Banco Central acompanhou a situação do banco e analisou caminhos dentro do conglomerado Master.

Segundo a autarquia, o relatório apresentado em 12 de março concluiu que a manutenção do regime havia perdido sentido. O BC afirmou que, após a liquidação da Will Financeira, não havia mais justificativa para sustentar a administração especial no Banco Master Múltiplo. Afinal, a estrutura que dava suporte à tentativa de reorganização deixou de existir.

Diante desse cenário, o Banco Central decidiu encerrar o regime e decretar a liquidação extrajudicial, substituindo a estratégia de preservação temporária por uma retirada ordenada da instituição sob supervisão direta.

Estrutura do conglomerado e atuação regulatória

Apesar de integrar o conglomerado Master, o Banco Master Múltiplo não possuía captação de depósitos do público. O Banco Central, portanto, considerou esse fator na avaliação sobre os efeitos da decisão. O banco múltiplo é uma instituição autorizada a operar em diferentes carteiras, como crédito, investimento e financiamento, sob uma única estrutura jurídica.

Na prática, a ausência de depósitos reduz o risco de impacto direto sobre correntistas e limita possíveis efeitos no sistema financeiro. Ainda assim, a liquidação do Banco Master Múltiplo uma estrutura relevante dentro do grupo.

Além disso, o caso também ilustra como instrumentos de regulação bancária, como o regime especial, administram situações de instabilidade antes de decisões definitivas sobre a continuidade das operações.

Desdobramentos após liquidação do Banco Master Múltiplo

Mesmo com o encerramento das atividades, permanecem válidas as medidas de indisponibilidade de bens impostas a controladores e administradores desde a adoção do regime especial.

Além disso, o Banco Central informou que seguirá conduzindo processos para apurar responsabilidades, dentro de suas competências legais, o que mantém o caso em análise no âmbito da supervisão.

A liquidação do Banco Master Múltiplo indica uma transição na atuação do regulador, que deixou de sustentar a operação sob regime especial e passou a promover a retirada ordenada de uma instituição dentro do conglomerado Master, em um cenário de reorganização interna do grupo.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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