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Turismo estrangeiro no Nordeste salta 50% no início do ano e redesenha rota global

Turismo estrangeiro no Nordeste cresce mais de 50% no início de 2026, impulsionado por voos internacionais, promoção externa e Carnaval, elevando o papel da região no cenário global. Saiba mais.
turismo estrangeiro no Nordeste com chegada de turistas internacionais
Alta no turismo estrangeiro no Nordeste reflete avanço da conectividade aérea e da promoção global (Foto: Secretaria de Turismo de Pernambuco)

O turismo estrangeiro no Nordeste registrou alta de 50,21% no primeiro bimestre de 2026 ao atingir 150.251 visitantes em sete estados da região. O volume supera os 100.021 do mesmo período de 2025 e reposiciona o fluxo internacional no mapa do turismo nacional.

Além disso, fevereiro reforça essa dinâmica. Foram 72.418 chegadas, frente a 48.674 um ano antes, o que representa crescimento de 48,78%. O resultado prolonga a expansão de 2025, quando o fluxo internacional avançou 38,8% e somou 490.777 visitantes estrangeiros.

Turismo estrangeiro no Nordeste passa a operar em outro nível de escala

A aceleração do turismo internacional no Nordeste acompanha a ampliação da malha aérea internacional, que elevou a conectividade aérea da região com mercados emissores. Ao mesmo tempo, a promoção internacional de destinos ampliou a exposição do Nordeste em rotas estratégicas.

Segundo Marcelo Freixo, presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), o avanço do turismo estrangeiro reflete essa combinação no Nordeste. “O crescimento de 50% no bimestre mostra que a estratégia de promoção internacional da Embratur está no caminho certo”, afirmou. Ele acrescenta que a articulação com estados e setor privado busca garantir infraestrutura turística e facilitar o acesso aos destinos.

Carnaval antecipa pressão de demanda e revela força do calendário

O calendário também contribuiu para o avanço do fluxo internacional no Nordeste. O Carnaval concentrou parte da chegada de turistas estrangeiros, sobretudo em Bahia e Pernambuco, que aparecem como polos relevantes nesse período.

Durante a folia, o Brasil recebeu 300 mil visitantes estrangeiros, alta de 17% frente a 2025. A receita gerada alcançou quase US$ 186 milhões, reforçando o peso do fluxo internacional de turistas sobre o consumo e a entrada de divisas no país.

Além disso, o crescimento do turismo estrangeiro no Nordeste não se limita ao calendário e reflete a expansão da demanda em mercados emissores relevantes para o Brasil:

  • Portugal: aumento de 29,7% no número de visitantes, com forte ligação histórica e aumento do fluxo turístico;
  • Alemanha: +17%, ampliando presença europeia de maior gasto médio;
  • Reino Unido: +14,5%, reforçando rotas tradicionais de longa distância;
  • Colômbia: +37%, com avanço acelerado na América do Sul;
  • Chile: +11,3%, mantendo fluxo consistente regional.

O padrão indica diversificação da origem dos visitantes e maior alcance internacional do turismo brasileiro.

Turismo estrangeiro no Nordeste avança com estratégia coordenada dos estados

A leitura institucional aponta para uma estratégia coordenada entre governos estaduais. De acordo com Paulo Dantas, presidente do Consórcio Nordeste, o turismo estrangeiro no Nordeste busca competir globalmente com posicionamento unificado.

“Os números validam nossa estratégia de competir globalmente sob uma marca única e destino integrado”, afirmou. Segundo ele, essa abordagem amplia a capacidade de atrair investimentos em turismo, novos voos e fortalecer a economia regional.

Além disso, a estratégia inclui reduzir a dependência de picos sazonais. A agenda envolve internacionalizar o São João e ampliar a presença em mercados como a Ásia, aproveitando oportunidades como o Ano Brasil-China.

Turismo estrangeiro no Nordeste testa continuidade do crescimento

O turismo estrangeiro no Nordeste passa a operar em nova escala, sustentado pela expansão da rede turística, avanço da conectividade internacional e maior inserção nos mercados globais de turismo. A continuidade desse ciclo dependerá da capacidade de manter voos, ampliar rotas e distribuir o fluxo ao longo do ano.

Nesse cenário, o turismo estrangeiro no Nordeste consolida um novo padrão operacional, com maior previsibilidade de demanda e papel crescente na geração de receitas externas em um ambiente global mais competitivo.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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