A Vivo passou a oferecer crediário próprio para a compra de celulares e eletrônicos, permitindo parcelamento em até 21 vezes mesmo para quem não tem cartão de crédito. A medida amplia o acesso ao consumo e pode facilitar a troca ou aquisição do primeiro smartphone, especialmente entre consumidores com restrição de limite ou fora do sistema tradicional de crédito.
A novidade muda, na prática, quem consegue comprar um celular no Brasil. Hoje, a maior parte das vendas depende do cartão de crédito — e quem não tem limite aprovado acaba ficando de fora do consumo.
Como funciona o crediário da Vivo
O novo modelo permite que o cliente parcele smartphones, acessórios e outros eletrônicos diretamente com a operadora, tanto nas lojas físicas quanto pelo aplicativo da Vivo. O crédito é pré-aprovado com base em dados do próprio cliente, como CPF ou número de telefone.
Na prática, o vendedor já consegue identificar o limite disponível e oferecer produtos compatíveis com a capacidade de pagamento do consumidor. Isso reduz a burocracia e elimina a necessidade de aprovação por bancos ou operadoras de cartão.
A estratégia se apoia na base de mais de 100 milhões de clientes da Vivo, o que permite uma análise de risco mais rápida e personalizada.
Quem mais deve se beneficiar
O crediário tende a atingir principalmente consumidores da Vivo que não têm cartão de crédito ou já atingiram o limite disponível — um público relevante no país.
Para essa parcela, a novidade pode significar acesso ao primeiro smartphone ou a troca de aparelhos antigos, que muitas vezes é adiada por falta de crédito.
Mas o alcance não se limita à baixa renda. A Vivo também mira consumidores interessados em modelos mais caros, que evitam compras à vista ou encontram restrições no limite do cartão.
Impacto no ciclo de troca de celulares
A oferta de crédito direto pode acelerar a renovação de aparelhos no país. Atualmente, os consumidores trocam de celular, em média, a cada três anos — um intervalo maior do que no passado, quando a troca ocorria em cerca de um ano e meio.
Ao facilitar o parcelamento, a expectativa é estimular compras que estavam represadas, destravando demanda e aumentando o volume de vendas.
Crédito próprio como alternativa ao cartão
O crediário é viabilizado pelo Vivo Pay, braço financeiro da operadora, que já oferece serviços como empréstimos, antecipação de FGTS e seguros.
Desde 2024, a empresa tem autorização do Banco Central para operar como Sociedade de Crédito Direto (SCD), o que permite conceder financiamento sem intermediação de bancos tradicionais.
Isso dá à Vivo maior controle sobre a oferta de crédito e cria uma alternativa ao modelo dominante baseado em cartão.
O que muda para o consumidor com o crediário da Vivo
Para o cliente, o principal impacto é a ampliação do acesso. A compra de um celular deixa de depender exclusivamente da aprovação de um cartão de crédito — que hoje responde por cerca de 95% das vendas no setor.
Com o crediário, a decisão passa a ser mais rápida e baseada no relacionamento do consumidor com a própria operadora. Além disso, a compra tende a vir acompanhada de outros serviços, como seguro para o aparelho, que já é contratado por uma parcela relevante dos clientes.
No fim, a novidade aponta para uma mudança maior: o celular deixa de ser um produto condicionado ao limite do cartão de crédito e passa a ser acessível por meio de crédito direto — o que pode ampliar o consumo e reduzir barreiras de entrada para milhões de brasileiros.





