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Petrobras muda comando do conselho e coloca Marcelo Weick no cargo

Marcelo Weick assume interinamente o conselho da Petrobras após mudança no governo e passa a influenciar decisões estratégicas da estatal.
Imagem da fachada da Petrobras para ilustrar uma matéria jornalística sobre Marcelo Weick e Petrobras
Petrobras muda conselho e coloca Marcelo Weick no comando. (Imagem: Fernando Frazão)

A Petrobras anunciou que Marcelo Weick Pogliese assumirá interinamente a presidência do conselho de administração até 16, colocando um nome com forte trajetória jurídica e ligação com o governo federal no comando do principal órgão estratégico da estatal.

A mudança coloca em evidência o perfil de quem passa a influenciar diretamente decisões centrais da companhia — desde investimentos até diretrizes de gestão — em um momento em que a Petrobras segue no centro do debate econômico e político no país.

Quem é Marcelo Weick e como chegou ao topo da Petrobras

Marcelo Weick Pogliese já integrava o conselho de administração da Petrobras desde agosto do ano passado, após ocupar a vaga deixada por Pietro Mendes, que deixou o cargo para assumir função na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ligada ao Ministério de Minas e Energia (MME).

Além da atuação no conselho, Weick ocupa um cargo estratégico dentro do governo federal: é secretário da Secretaria Especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República. Na prática, isso o posiciona próximo ao núcleo de decisões do Palácio do Planalto.

Sua nomeação interina ocorre após Bruno Moretti deixar o posto. Ele assumiu como ministro do Planejamento e Orçamento no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Formação jurídica e trajetória no setor público

Marcelo Weick construiu sua carreira no campo jurídico. Ele é advogado e professor titular da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com pós-doutorado em direito público pela Universidade de Santiago de Compostela, na Espanha.

Também possui doutorado em direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e mestrado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

No setor público, acumulou cargos relevantes, incluindo:

  • procurador-geral de João Pessoa
  • procurador-geral do Estado da Paraíba
  • chefe da Casa Civil do governo da Paraíba

Além disso, já atuou como assessor especial da presidência da própria Petrobras, o que indica familiaridade com a estrutura interna da companhia.

O que muda com seu perfil no comando do conselho

A presença de um nome com forte formação jurídica e atuação dentro do governo tende a influenciar a forma como decisões estratégicas são conduzidas no conselho.

O colegiado é responsável por definir os rumos da Petrobras, incluindo diretrizes de investimento, governança e posicionamento da empresa no mercado. Por isso, o perfil de quem ocupa sua presidência tem impacto direto na forma como essas decisões são estruturadas.

No caso de Weick, sua trajetória sugere um olhar mais voltado à segurança jurídica, à conformidade regulatória e ao alinhamento institucional com o governo federal, que é o acionista controlador da estatal.

Um cargo interino com peso real

Embora a nomeação seja temporária, válida até a assembleia geral ordinária marcada para 16 de abril, o posto carrega influência imediata.

O presidente do conselho conduz as reuniões, organiza a pauta e participa da articulação entre conselheiros — funções que podem direcionar prioridades e acelerar decisões estratégicas.

Isso significa que, mesmo por um curto período, Marcelo Weick passa a ocupar uma posição central na governança da Petrobras.

Foto de Marconi Bernardino

Marconi Bernardino

Marconi Bernardino é jornalista formado pela Unifavip Wyden, em Caruaru (PE). Integra a equipe do Economic News Brasil, com atuação na produção de conteúdos analíticos sobre negócios, mercado financeiro e fortunas, além de experiência em jornalismo para televisão e rádio.

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