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Selic: Copom se reúne pressionado por novo choque inflacionário

Como George Soros Quase Quebrou a Inglaterra
Foto: Tima Miroshnichenko/Pexels

O principal destaque da semana é a reunião do Copom, que ocorre nesta terça-feira (15) e quarta-feira (16) e decide a nova taxa Selic. A maior parte dos analistas espera que o Colegiado opte por subir a taxa básica de juro em 1,0 pp, para 11,75% aa, reduzindo o ritmo de ajuste, conforme sinalizado em sua última reunião. No entanto, tal expectativa não é unânime. Parte dos analistas espera que o Copom suba a Selic em 1,25 pp no encontro, diante da elevada inflação e das novas pressões que irão se materializar nos próximos meses. A missão do BC de levar a inflação para o centro da meta no horizonte relevante já não era fácil antes da guerra no leste europeu. 

A inflação permanece bastante elevada (acima de 10%) e as expectativas para este ano estão com viés de alta, diante dos novos choques, em especial, nos preços dos combustíveis. Por outro lado, a atividade econômica segue dando sinais de enfraquecimento, que provavelmente deve se intensificar nos próximos meses. Ainda que a missão prioritária seja o controle da inflação, sabe-se que a trajetória da atividade também pesa nas decisões do colegiado. Assim, além da decisão em si, será importante avaliar as indicações em torno dos próximos passos, que podem indicar um ajuste final um pouco mais longo que o esperado até então, mais próximo a 13,0% aa, ante expectativa anterior de fim do ciclo em 12,25% aa.

Agenda

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Ainda na semana, serão conhecidos os últimos dados de atividade de janeiro, que devem confirmar o fraco início de ano.

Na quarta-feira (16), o IBGE divulga o resultado do setor de serviços, cuja expectativa é de ligeira alta de 0,2% no mês, desacelerando o ritmo de recuperação do setor observado no fim de 2021, devido à nova onda da pandemia, que levou a uma diminuição espontânea da mobilidade urbana, além dos efeitos negativos sobre a mão-de-obra (afastamentos). No mesmo dia, também deverá ser conhecido o resultado do IGP-10 de março, cuja expectativa do consenso é de alta de 1,16% no mês. A publicação deve mostrar os primeiros impactos da alta dos preços das matérias-primas no atacado, diante do forte aumento dos preços de tais produtos no mercado internacional.

Na quinta (17), o Banco Central divulga o índice IBC-Br de atividade, onde o consenso do mercado projeta queda de 0,12% em janeiro, refletindo o modesto desempenho de todos os principais setores (indústria, varejo e serviços) no período, sinalizando um baixo crescimento do PIB neste 1T22.

Na sexta (18), o IBGE divulga os dados da Pnad Contínua do trimestre encerrado em janeiro, que deve mostrar pequena alta na taxa de
desemprego, de 11,1% para 11,3%. O resultado reflete, em parte, a sazonalidade negativa do período, diante da demissão de temporários
contratados para as festas de fim do ano. Além disso, a retração da atividade econômica em janeiro também deve pesar, contribuindo para
este movimento de elevação.

A informação é da Febraban.

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