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Gestão – Teoria ou prática? – Por Luís Henrique Alencar

*Coluna por Luís Henrique Alencar, 31/03/2022

Um estudo feito pelo Instituto Pró-livro, revela que brasileiros leem, em média, 4,9 livros por ano, número muito baixo se comparado a países desenvolvidos como a França, cuja média é de 21 livros por ano. No entanto, a busca por cursos de pós-graduação aumentou 48,66%, entre os anos de 2011 e 2020, segundo o dado revelado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Curioso, não? Da confrontação acima, conclui-se que, como não há leitura, o aprendizado da academia é baseado na prática.

Durante um período, ouvia do meu então empregador, quando, baseado nas leituras dos livros e estudos feitos na graduação, sugeria alguma melhoria de processo, na execução, a frase que por muito me intrigou: “na prática a teoria é outra”. Ora, eu vivia o processo na empresa, estudava e encontrava uma maneira que melhorasse sua eficiência ou eficácia, mas quando a sugeria o bordão era repetido.

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Essa inquietação me acompanhou até o dia que, em uma aula magna, ouvi de um professor Doutor que o diferencial da prática está na teoria. E é sobre essa conclusão que gostaria de discorrer sobre os impactos disso, na gestão.

Diariamente nós gestores nos deparamos com situações em que o time julga não ter capacidade resolutiva e nos solicita apoio. A depender da complexidade do problema temos duas possibilidades de resolução: a aplicação de alguma solução já conhecida ou solucionar de maneira inovadora.

Aqui chamo atenção para a diferença entre prática com e sem teoria. Repetir a solução de um problema não me parece coerente, visto que se fosse a melhor solução não teria havido reincidência do problema. Resta apenas inovar.

A inovação vem pela busca de novos conhecimentos, pela leitura, pelas trocas. Tudo isso nos dá, enquanto gestores, repertório. Essa, arrisco dizer, deve ser a maior característica de um líder, de um gestor.

Digo também que repertório não é aumentado por atalhos, mas sim por caminhos. A “internetização” do mundo tornou os mecanismos de busca meros respondedores do como fazer, ao invés de entender o porquê, as razões.

Embora haja um antagonismo entre a teoria e a prática, esse é um dilema sem fundamento. Ambos são necessários e, diria até, complementares. A teoria sem a prática não seria teoria e a prática sem a teórica não conseguira sobressair-se a situações de “perigo”.

**Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do ENB.

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