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Mercado Financeiro: Ibovespa Alcança Pico do Ano, Dólar Cai e Reforma Tributária Avança

Dólar opera com forte queda após vitória de Joe Biden

Em um dia marcado por movimentos animadores no mercado financeiro, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou esta terça-feira (06/06) com alta de 1,7%, atingindo 114.610,10 pontos. Esse é o maior fechamento do ano e o maior nível desde o início de novembro do ano passado. Por quatro dias consecutivos, o índice vem apresentando alta, retornando ao patamar de janeiro deste ano, com um volume negociado de R$ 29,4 bilhões.

No entanto, a notícia que mais surpreendeu os investidores foi a queda do dólar comercial. Pela quarta vez consecutiva, a moeda apresentou uma queda de 0,37%, fechando em R$ 4,912 na venda. Isso representa uma tendência constante de queda, beneficiando o mercado financeiro brasileiro.

Além disso, outras moedas e criptomoedas também apresentaram movimentos notáveis. O Dólar Turismo caiu 0,312% para R$ 5,113, a Libra esterlina diminuiu 0,54% para R$ 6,103, e o Peso Argentino também caiu 0,67% para R$ 0,020. Por outro lado, a criptomoeda Bitcoin teve um aumento significativo de 4,6%, alcançando o valor de R$ 134.416,656.

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Em termos de ações, as mais negociadas foram PETR4.SA (+2,26%, R$ 28,09), VALE3.SA (+0,45%, R$ 67,68), ITUB4.SA (+0,81%, R$ 27,37) e BBDC4.SA (+1,78%, R$ 16,62). As maiores altas do dia foram de ASAI3.SA (+13,26%, R$ 12,64), CRFB3.SA (+11,31%, R$ 11,02), AZUL4.SA (+11,05%, R$ 20,30), LWSA3.SA (+8,8%, R$ 8,90) e GOLL4.SA (+8,57%, R$ 9,75). Já as maiores baixas foram PRIO3.SA (-2,86%, R$ 34,34), CIEL3.SA (-2,54%, R$ 4,60), SMTO3.SA (-1,02%, R$ 37,81), UGPA3.SA (-0,61%, R$ 17,88) e B3SA3.SA (-0,35%, R$ 14,41).

O mercado financeiro dos Estados Unidos também registrou pequena variações positivas, com o Dow Jones fechando com +0,03%, o S&P com +0,24% e o Nasdaq com +0,36%.

No cenário político, o grupo de trabalho da Câmara dos Deputados entregou as diretrizes da Reforma Tributária nesta terça-feira (06/06). As propostas visam simplificar o sistema tributário nacional e incluem a adoção de um IVA dual, um imposto seletivo para produtos nocivos à saúde, “cashback” para famílias de baixa renda e alíquotas diferenciadas para áreas como saúde e educação.

A proposta para a reforma inclui a substituição de cinco tributos atuais por um imposto geral cobrado sobre o valor agregado, chamado Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), e um imposto específico, o Imposto Seletivo, destinado a desestimular o consumo de bens e serviços prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.

O texto também sugere a criação de um programa de cashback para devolver parte do imposto a famílias de baixa renda, além de manter regimes tributários favorecidos, como a Zona Franca de Manaus e o Simples Nacional para micro e pequenas empresas. A proposta foi entregue pelo Grupo de Trabalho coordenado por Reginaldo Lopes (PT-MG) e servirá como orientação para o relator Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

Esta notícia dá um impulso significativo para a simplificação do sistema tributário brasileiro, uma questão que há muito tempo é um ponto de controvérsia no país.

Embora as diretrizes não sejam o parecer final da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma, que será analisada pelos deputados em plenário, elas representam um grande passo em direção à apresentação de uma versão revisada do projeto quando ele for levado a plenário.

Resumindo, esta terça-feira foi marcada por movimentações significativas no mercado financeiro, com o Ibovespa atingindo o maior nível desde o início de novembro do ano passado e o dólar comercial continuando a cair. A apresentação das diretrizes da Reforma Tributária também foi um grande avanço, indicando um futuro potencialmente promissor para o sistema tributário brasileiro.

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