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Inflação no Brasil desacelera em maio, atingindo o menor índice desde 2020

Imagem mostra dinheiro para representar a inflação no IPCA
Imagem: Reprodução

A inflação no Brasil, de acordo com o índice oficial medido pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), registrou uma desaceleração em maio, com uma variação de 0,23%, em comparação com o aumento de 0,61% registrado em abril. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (7).

O resultado surpreendeu o mercado financeiro ao ficar abaixo da mediana das projeções. Analistas consultados pela agência Bloomberg esperavam uma alta de 0,33% em maio.

Com essa nova variação, o IPCA acumula um aumento de 3,94% nos últimos 12 meses, segundo o IBGE. Esse é o menor nível desde outubro de 2020, quando o índice estava em 3,92%. Até abril, a inflação acumulada em 12 meses estava em 4,18%.

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A variação de 0,23% é a menor para o mês de maio desde 2020, quando houve uma queda de 0,38% no índice, durante a fase inicial da pandemia. Dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados, 7 apresentaram alta no mês passado, de acordo com o IBGE.

O segmento de saúde e cuidados pessoais teve o maior impacto, com 0,12 ponto percentual, e a maior variação, de 0,93%. Em seguida, destacaram-se os grupos de habitação (0,67%) e despesas pessoais (0,64%), com contribuições de 0,10 ponto percentual e 0,07 ponto percentual, respectivamente.

Por outro lado, os preços dos grupos de transportes (-0,57%) e artigos de residência (-0,23%) recuaram em maio. No setor de transportes, destacam-se as quedas nos preços das passagens aéreas (-17,73%) e dos combustíveis (-1,82%). Houve reduções nos valores do óleo diesel (-5,96%), da gasolina (-1,93%) e do gás veicular (-1,01%).

Individualmente, os principais impactos negativos na inflação de maio vieram das passagens aéreas (-0,11 ponto percentual) e da gasolina (-0,10 ponto percentual).

De acordo com o IBGE, a desaceleração do IPCA também foi influenciada pelo grupo de alimentação e bebidas, que passou de uma alta de 0,71% em abril para 0,16% no mês passado.

No segmento de alimentação, o destaque foi a estabilidade nos preços dos alimentos no domicílio, que haviam registrado um aumento de 0,73% no mês anterior. Houve quedas nos preços das frutas (-3,48%), do óleo de soja (-7,11%) e das carnes (-0,74%).

Por outro lado, os preços do tomate (6,65%), do leite longa vida (2,37%) e do pão francês (1,40%) apresentaram altas.

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