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Apex: Novas regras e benefícios à diretoria levantam questionamentos

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) tem sido alvo de questionamentos devido às recentes mudanças em suas regras, especialmente em relação aos benefícios concedidos à diretoria. Desde o início do governo do presidente Lula (PT), as alterações nas políticas da Apex têm gerado controvérsias e levantado debates sobre as medidas adotadas.

Os salários nos escritórios da Apex no exterior são pagos na moeda local. O salário mínimo em Miami, nos Estados Unidos, é de US$ 3.623 mensais (cerca de R$ 17 mil na taxa de câmbio atual), enquanto o máximo é de US$ 10.704 mensais (aproximadamente R$ 52 mil). Além disso, a Apex implementou melhorias nos benefícios oferecidos à sua diretoria. Agora, é obrigatório o fornecimento de duas passagens mensais de ida e volta para os diretores que não residem em Brasília, permitindo que possam retornar às suas casas. Anteriormente, esse tipo de benefício não existia.

A diretoria da Apex é composta pelo presidente, o ex-senador Jorge Viana (PT), e dois diretores, Ana Paula Repezza e Floriano Pesaro. O salário mensal do presidente é de R$ 65,5 mil, enquanto os diretores recebem R$ 56,6 mil cada um.

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Outra decisão importante foi a possibilidade de adesão da diretoria ao plano de previdência privada da Apex, benefício anteriormente restrito aos demais funcionários da agência. O plano conta com uma contribuição paritária da Apex, ou seja, para cada real depositado pelo cliente, a agência também contribui com a mesma quantia. Além disso, o plano oferece uma taxa de administração de 0%. Esse tipo de iniciativa é muito comum em empresas privadas e funciona como uma política de retenção de funcionários, o que não é o caso, segundo especialistas em Recursos Humanos contatados pelo Economic News Brasil.

Essas informações foram obtidas pela Folha de São Paulo ao analisar as nove resoluções decretadas pelo Conselho Deliberativo da Apex desde o início do ano, que estão disponíveis na página de transparência da agência. O Conselho é composto pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e outros quatro representantes do Executivo provenientes do Ministério da Agricultura, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, secretaria especial do Programa de Parcerias em Investimento e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Além disso, há quatro representantes do setor privado.

Para a nomeação de Jorge Viana como presidente da agência, as regras da Apex foram alteradas para eliminar a exigência de comprovação de fluência em inglês para o cargo. Essa mudança resultou na anulação da nomeação de Viana pela Justiça Federal no Distrito Federal, através de uma liminar solicitada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Posteriormente, a decisão judicial foi revertida e Viana reassumiu o cargo.

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