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Investimentos em Tecnologia Agroalimentar na América Latina: Panorama, Desafios e Oportunidades

A região é conhecida por possuir a maior biodiversidade do planeta, um sistema agrícola altamente avançado e produtivo, sendo o quarto maior produtor de alimentos e o segundo maior exportador mundial. No entanto, os investimentos de Venture Capital em empresas de tecnologia agroalimentar na América Latina, conhecidas como agrifoodtechs, ainda não correspondem às vastas oportunidades oferecidas por esse território promissor.

A gestora americana AgFunder em parceria com a SP Ventures, divulgou uma pesquisa na quinta-feira (15/06) e mostrou que as startups de tecnologia agroalimentar da América Latina levantaram US$ 1,7 bilhão em 2022, uma queda de 39% em relação ao recorde de 2021 na região, quando bateu os US$ 2,8 bilhões.

Apesar de classificada como um “viveiro de oportunidades em inovação”, a América Latina, historicamente, nunca despertou grande interesse dos capitalistas de risco. O investimento na América Latina representa apenas cerca de 5% do total global. Segundo o AgFunder, foram levantados US$ 29,6 bilhões em 2022 para iniciativas desse tipo.

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Mesmo ainda abaixo de 2021, o número de rodadas de financiamento em 2022 mostra um crescimento de forma intensa no longo prazo. Em 2022, foram 176 negócios que receberam aporte, enquanto em 2018, foram 85. Em 2021, o resultado foi recorde em 227.

O Brasil foi o país mais investido da América Latina, com 48,9% de todos os cheques destinados à região, US$ 765 milhões, em 86 rodadas. Apesar de seu ecossistema menos diverso, a Colômbia aparece em segundo lugar, puxada pelo aporte de US$ 112 milhões na gigante do delivery Rappi.

A vertical de mercados online foi a que fez os olhos dos capitalistas de risco brilhar em 2022. Eles assinaram cheques no valor total de US$ 404 milhões. E o mexicano Jüsto levou US$ 152 milhões desse total, no maior aporte feito na região.

Por se tratar da região com a maior biodiversidade do planeta, os idealizadores do Latin America AgriFoodTech Investment Report 2023 incluíram no levantamento a categoria “conservação”. As startups brasileiras lideram quando se trata de tecnologias de conservação. No mercado de carbono, as mais amadurecidas são a Re.green (US$ 76,8 milhões) e a Carbonext (US$ 40 milhões). Em estágios iniciais, aparecem Mombak (US$ 20 milhões) e Moss (US$ 10 milhões).

Enquanto as startups focadas na entrega de alimentos continuaram a trazer a maior quantidade de capital, duas categorias de tecnologia agrícola fecharam mais negócios: os marketplaces e as fintechs e aquelas empresas focadas em softwares de monitoramento. Enquanto a primeira captou US$ 181 milhões, a segunda recebeu US$ 127 milhões.

Porém, os especialistas sentem falta de mais startups focadas no desenvolvimento de tecnologia agroalimentar na América Latina baseadas em deep tech, aquelas empresas que trabalham com inovação e ciência. “Apenas US$ 41 milhões na categoria ‘biotech’ e US$ 2 milhões para ‘farm robotics and automation’ são dois sinais decepcionantes”, lê-se no relatório.

“Seria bom ver mais tecnologia profunda, ciência profunda e inovações pioneiras que capitalizam a criatividade latino-americana”, apontou Louisa Burwood-Taylor, uma das responsáveis do AgFunder pela pesquisa.

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