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Carlos Ghosn processa Nissan por US$ 1 Bi por danos morais

Carlos Ghosn, o ex-CEO da Nissan Motor, entrou com uma ação monumental contra a montadora e outras partes associadas, exigindo mais de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 4,8 bilhões na cotação atual) em indenizações por supostamente causar “danos profundos” às suas finanças e reputação.

Ghosn, uma estrela da indústria automotiva nas décadas de 1990 e 2000, apresentou suas queixas ao promotor público no Tribunal de Cassação no Líbano, onde reside desde sua fuga dramática do Japão em 2019. A ação, que foi vista pela Bloomberg News, foi registrada em 18 de maio e traduzida do árabe para o inglês.

Ghosn, cidadão brasileiro e francês, teve um papel central na criação da aliança entre Nissan, Renault e Mitsubishi Motors. Ele foi preso em 2018 no Japão, acusado de má conduta financeira. Ele negou essas acusações e disse que sua prisão foi o resultado de uma conspiração por executivos da Nissan para evitar uma fusão.

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Em dezembro de 2019, Ghosn fugiu do Japão de maneira cinematográfica, escondido em uma caixa em um jato particular. Ghosn estava aguardando julgamento no Japão sob acusações que incluíam subdeclaração de ganhos e apropriação indevida de fundos da empresa.

A ação legal apresentada por Ghosn inclui acusações contra Hari Nada e Toshiaki Onuma, dois executivos da Nissan que teriam desempenhado um papel significativo no que Ghosn chama de conspiração contra ele. Além da Nissan, Ghosn também mira em quatro outros executivos e várias outras entidades que ainda não foram nomeadas.

Uma audiência está marcada para setembro no Líbano. As autoridades libanesas podem solicitar cooperação com seus equivalentes japoneses, mas não está claro se o Japão estará disposto a colaborar.

A Nissan declarou que não foi informada da ação e, portanto, não pode comentar sobre o assunto.

Esta ação coloca os holofotes novamente sobre Ghosn, cuja queda chocante da indústria automobilística teve repercussões globais. A Nissan, que já enfrenta desafios financeiros, pode agora se ver envolvida em um processo judicial longo e caro.

Os observadores da indústria estão ansiosos para ver como isso afetará a já frágil aliança entre a Nissan, Renault e Mitsubishi Motors. Ghosn foi instrumental na criação desta parceria, que já sofreu tremores após sua prisão e subsequente fuga.

Os críticos de Ghosn argumentam que sua ação legal é uma tentativa de desviar a atenção de suas próprias ações, enquanto seus apoiadores veem isso como uma luta de um homem contra uma conspiração corporativa.

O ex-CEO, que desfrutava de um status de superstar na indústria automobilística, agora se vê envolto em uma batalha para restaurar sua reputação. Ele declarou que os danos causados por sua demissão e prisão terão impactos persistentes e duradouros em sua vida.

As implicações desta ação podem ter repercussões não apenas na indústria automobilística, mas também nas relações diplomáticas entre o Japão e o Líbano, já que o Japão pode pressionar por cooperação no caso.

As acusações de Ghosn e a controvérsia em torno de sua prisão e fuga certamente continuarão a ser um tópico de interesse intenso, enquanto a indústria e os observadores globais aguardam o resultado desta batalha legal de alto nível.

Fique atento para mais atualizações sobre este desenvolvimento em curso, que tem o potencial de se tornar um marco no âmbito de litígios corporativos e governança corporativa global.

Confira AQUI matéria com vídeo sobre o caso de Carlos Ghosn.

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