Mercado não reage bem a ofertas de injeção de capital do grupo Casino

Foto: Vitória Oliveira/Sebrae-RN

O panorama financeiro para o Casino, prestigiosa varejista francesa, ficou sombrio depois que a empresa detalhou duas ofertas de injeção de capital na última terça-feira (4). O anúncio resultou em uma queda drástica de seus ativos na quarta-feira (5), com suas ações em Paris despencando até 42% no início da manhã. A diluição dos acionistas, resultado esperado do processo, marcará o fim do controle da Rallye sobre o grupo.

Os bilionários Xavier Niel, titã francês das telecomunicações, e Daniel Kretinsky, financista tcheco, lideram os grupos com propostas rivais, ameaçando deixar os acionistas atuais praticamente sem participação. Enquanto o Casino e seus credores analisam as propostas, as ações da empresa recuperaram parcialmente suas perdas, registrando um declínio de cerca de 30% às 10h42, horário de Paris.

O bilionário tcheco Daniel Kretinsky, juntamente com Marc Eugène Charles Ladreit da Fimalac, por meio da EP Global Commerce, propõem um robusto investimento de 1,35 bilhão de euros. Destes, 860 milhões de euros viriam dos bolsos dos próprios bilionários.

Do outro lado, a 3F Holding, liderada por Matthieu Pigasse, Xavier Niel e Moez-Alexandre Zouari, propõe um aporte de 900 milhões de euros. Notavelmente, nesse cenário, 300 milhões de euros da dívida segurada da Casino seriam convertidos em capital.

O confronto de ofertas é um reflexo direto da situação complicada que a gigante do varejo europeu enfrenta. Enfrentando uma pesada dívida, a companhia está sob mediação da Justiça francesa para negociar um alívio com seus credores, com planos de vender ativos sul-americanos, incluindo o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) do Brasil e o Éxito da Colômbia.

A reestruturação do Casino, inevitavelmente, resultará em uma diluição dos acionistas e na perda de controle pelo CEO Jean-Charles Naouri. Apesar da oferta de Kretinsky oferecer mais capital, é provável que haja uma pressão considerável para que o Casino, seus credores e o presidente Emmanuel Macron encontrem uma solução francesa para a crise da empresa.

A estratégia da empresa de reduzir sua dívida, por meio da venda de ativos desde 2018, intensificou seus problemas. Atualmente, a empresa se encontra em negociações supervisionadas pelo tribunal com seus credores e outras partes interessadas para reestruturar seu balanço patrimonial.

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