Valorização das ações da Light chega a 265%

Foto: Divulgação

Apesar das adversidades financeiras, problemas estruturais e até um pedido de recuperação judicial, as ações da Light apresentaram uma notável valorização de 265% desde que atingiram seu patamar mais baixo no ano, em 5 de maio, quando atingiram o valor de R$ 1,92. Mesmo considerando apenas o período após o pedido de recuperação judicial, em 12 de maio, o aumento foi de aproximadamente 81%, quase dobrando o preço das ações.

Desde o início de abril, o cenário para as ações da Light começou a mudar, e essa valorização de 265% se consolidou ao longo do tempo. Esse movimento surpreendente ocorreu mesmo após um comunicado da empresa, em 12 de abril, informando sobre a solicitação de suspensão temporária da exigibilidade de dívidas e das cláusulas que previam o vencimento antecipado de débitos ou sua amortização acelerada.

A trajetória de alta se intensificou e ganhou impulso a partir de 20 de abril. Em um intervalo de apenas dez dias, as ações subiram mais de 80%. O momento ganhou ainda mais destaque após a eleição de um novo conselho e a aquisição de ações da empresa pela gestora WNT Capital em 4 de maio, que passou a deter 10,02% do capital social da Light.

Acompanhando essa notável reviravolta das ações, as debêntures também experimentaram uma melhora em relação ao período prévio ao pedido de recuperação judicial. No entanto, ao contrário das ações negociadas na Bolsa, os títulos de dívida ainda enfrentam uma desvalorização significativa em comparação com o início do ano.

Antes da recuperação judicial, as debêntures da empresa eram comercializadas, em média, a 34,09% do valor de face. Atualmente, elas alcançaram um nível melhor, atingindo 41,80%. Apesar dessa recuperação, os títulos ainda estão consideravelmente desvalorizados. No começo do ano, antes das dificuldades financeiras da Light se tornarem públicas, essas debêntures eram negociadas a 100,49% do valor de face.

Trajetória

A trajetória da Light incluiu a contratação da Laplace Finanças no final de janeiro, visando assessorar a empresa para apresentar melhorias em sua estrutura de capital. Esse processo foi seguido pelo comunicado de pedido de recuperação judicial em 12 de maio, com a aprovação subsequente pela Justiça do Rio de Janeiro três dias depois.

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