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Setor de bares e restaurantes na defesa pelo parcelamento

A imagem mostra uma pessoa realizando pagamento com seu cartão em uma máquina da PagBank.
(Foto: Kampus Production/Pexels)

Em resposta às recentes discussões sobre a potencial eliminação do parcelamento sem juros em compras com cartão, o setor de bares e restaurantes, juntamente com o varejo, estão lutando para manter esta modalidade vigente. De acordo com Paulo Solmucci, presidente da Abrasel, a abolição desse mecanismo representaria uma quebra significativa no fluxo de crédito, afetando adversamente o comércio em geral.

O que diz a Abrasel

A manutenção do sistema de parcelamento sem juros é vista como vital para manter o “comércio vivo”, um fenômeno que Paulo Solmucci descreve como um ecossistema auto-sustentável onde bares e restaurantes florescem graças a um comércio de rua ativo e robusto. Solmucci alerta que sem a possibilidade de compras parceladas, esse ecossistema vital poderia enfrentar uma retração significativa.

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Na defesa do “comércio vivo”, a Abrasel encaminhou uma carta ao político Fernando Haddad, ressaltando que o parcelamento sem juros no cartão é uma ferramenta essencial para que os pequenos comerciantes possam realizar vendas e os consumidores possam adequar suas compras aos seus orçamentos limitados.

A Abrasel identifica que a verdadeira causa da inadimplência não é o parcelamento, mas sim a emissão irresponsável de crédito. De acordo com dados do IBGE e do Sistema de Pagamentos Brasileiro de 2021, em junho de 2022, o número de cartões de crédito em circulação era quase o dobro da população economicamente ativa do Brasil.

Impacto Potencial na População

A restrição do parcelamento, segundo Solmucci, poderia ter ramificações negativas em toda a população, em especial para a parcela de baixa renda que utiliza esta modalidade para realizar compras essenciais, como medicamentos.

Implicações para os Negócios

Mesmo que os bares e restaurantes não utilizem predominantemente o sistema de parcelamento sem juros, uma mudança nesta modalidade pode afetar vários setores que dependem dela para obter créditos através de empréstimos, conhecidos como “crédito fumaça”. Solmucci enfatiza que muitos pequenos empresários dependem dessa modalidade para manter um fluxo de caixa saudável.

Resposta Governamental

No meio dessa discussão, o governo está explorando maneiras de reduzir as taxas de juros do cartão de crédito e os níveis de inadimplência, que atingiram taxas alarmantes recentemente. A discussão sobre o fim do parcelamento sem juros ganhou atenção pública após o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sugerir desincentivos para compras parceladas. Um projeto está atualmente em discussão no Congresso para estabelecer um limite de juros para o crédito rotativo, embora não aborde diretamente a questão do parcelamento sem juros.

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