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China x EUA: manipulação global

Nos Estados Unidos, nesta quinta-feira, foi denunciado que a China está manipulando a mídia global por meio de censura, coleta de dados e compras secretas de veículos de notícias estrangeiros.
Foto: Mark Schiefelbein

Nos Estados Unidos, nesta quinta-feira(28), foi denunciado que a China está manipulando a mídia global por meio de censura. Além disso, acusou por coleta de dados e compras secretas de veículos de notícias estrangeiros. O governo dos EUA alertou que essa tendência pode levar a uma “forte contração” da liberdade de expressão em todo o mundo.

Relatório contra Pequim

O Departamento de Estado dos EUA divulgou um relatório em que afirma que Pequim gasta bilhões de dólares anualmente em esforços de manipulação da informação. De acordo com a denúncia, ocorre aquisição de participações em mídias estrangeiras por “meios públicos e não públicos”. Além de patrocínio de influenciadores online e acordos de distribuição que promovem conteúdo do governo chinês sem identificação.

A embaixada chinesa em Washington ainda não respondeu a um pedido de comentário sobre o assunto. Em julho, Pequim respondeu a uma comunicação da OTAN que a acusou de políticas coercitivas e disseminação de desinformação. Em contrapartida, o governo asiático declarou que a acusação desconsiderava fatos básicos, difamava deliberadamente a China e distorcia suas políticas.

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O relatório dos EUA surge em meio à controvérsia sobre os esforços da China nos últimos anos para expandir a presença global de suas mídias controladas pelo governo, especialmente à medida que a competição geopolítica entre Pequim e Washington se intensificou. Sendo assim, líderes chineses estão buscando combater as imagens negativas da China que eles consideram que a mídia mundial está difundindo.

O real interesse da China

Citando relatos públicos e “informações recém-adquiridas do governo”, o Centro de Engajamento Global do Departamento de Estado afirmou que Pequim criou seu próprio ecossistema de informação ao cooptar elites políticas e jornalistas estrangeiros. Também investiu em redes de satélite e serviços de televisão digital em regiões em desenvolvimento que priorizam o conteúdo das mídias apoiadas pelo Estado chinês.

A coleta de dados chinesa no exterior “permitiu a Pequim ajustar a censura global, mirando em indivíduos e organizações específicas”, afirmou o relatório.

“Sem controle, os esforços de Pequim podem resultar em uma forte contração da liberdade de expressão global”, disse o relatório.

Em síntese, o relatório, produzido sob uma ordem do Congresso para detalhar a manipulação de informações do Estado chinês, relata que, apesar dos recursos sem precedentes dedicados à campanha, Pequim enfrentou “grandes contratempos” ao mirar em países democráticos devido à resistência da mídia local e da sociedade civil.

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