Financiamento imobiliário no Nordeste cai em 2023

(Foto: Oleksandr P/Pexels)

Os financiamentos imobiliários caem 18% no Nordeste em 2023. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, de janeiro a outubro, os financiamentos imobiliários nos estados nordestinos totalizaram R$ 12,86 bilhões, uma diminuição notável em relação aos R$ 15,75 bilhões do ano passado, conforme reportado pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Em Sergipe, o volume financeiro caiu de R$ 168,8 milhões para R$ 55,9 milhões, uma queda de 36%. O Maranhão também registrou uma redução significativa, com os valores financiados caindo de R$ 1,36 bilhões para R$ 899 milhões. Além disso, Pernambuco e Rio Grande do Norte experimentaram quedas de 26,29% e 22,64%, respectivamente.

Contrastando com essa tendência, o Ceará apresentou uma estabilidade, com uma ligeira queda de 0,53% nos valores financiados, mantendo-se praticamente estável em R$ 2,55 bilhões. Essa resistência à tendência geral de declínio no Nordeste colocou o Estado na posição de segundo lugar no ranking regional, tanto em valor quanto em unidades financiadas em 2023, conforme publicado pelo Diário do Nordeste.

Além disso, a poupança permanece sendo um fator crucial no financiamento imobiliário, com os bancos utilizando 65% de seus saldos em linhas de financiamento habitacional. A poupança oferece taxas inferiores à Selic, o que facilita condições mais atraentes para o crédito imobiliário. Outras fontes de financiamento, como as letras de crédito imobiliário (LCI) e as letras garantidas imobiliárias (LIG), também desempenham um papel, embora geralmente apresentem retornos mais elevados do que a Selic.

Patriolino Dias de Sousa, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), aponta que a redução nos estoques, assim como sinalização de diminuição das taxas de juros, levam ao aumento da demanda. “De 2015 a 2019, a gente passou por um período de crise e as construtoras não colocaram novos empreendimentos na praça. O ano de lançamento seria de 2019 e 2020, só que veio a pandemia, que gerou muitas incertezas, e as construtoras seguraram, isso ajudou a diminuir mais ainda o estoque”, diz Patriolino em entrevista ao DN.

Saindo da tendência de estabilidade observada anteriormente, o estado do Ceará experimentou uma queda significativa nos montantes de financiamento imobiliário em outubro, marcando uma redução de 12% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. No entanto, segundo Patriolino, as projeções do setor imobiliário são otimistas, com a expectativa de que os valores totais movimentados neste ano ultrapassem os do ano passado.

A Abecip ressalta que a tendência de queda no Nordeste é consistente com o cenário nacional, que registrou uma redução de 17% nos volumes de financiamento. As projeções para 2024 ainda não foram divulgadas.

Uma diminuição nas taxas de financiamentos habitacionais é prevista para o próximo ano, conforme disse Jackson Pereira Jr., articulista de negócios do Economic News Brasil. Ele projeta que, para este ano, as taxas se manterão estáveis. Pereira Jr. fundamenta sua previsão na combinação de novas baixas na taxa Selic e um aumento na captação via poupança. Esses fatores, juntamente com uma concorrência maior e a expectativa de um novo ciclo de crescimento no mercado imobiliário, sinalizam uma possível redução nos custos dos financiamentos imobiliários a partir de 2024.

Confira relatório com operações de financiamento imobiliário no último mês de outubro.

Abecip

A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) , teve sua fundação no Primeiro Encontro Nacional das Empresas de Crédito Imobiliário e Poupança. Este evento ocorreu no Club Nacional em São Paulo, entre os dias 17 e 19 de agosto de 1967, e contou com a presença de representantes de 34 diferentes empresas.

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