Previsões 2024: desafios e expectativas na inflação

Copom
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro revelou surpresas sobre a inflação, com altas inesperadas em núcleos e serviços subjacentes. Apesar disso, as projeções para 2024 não indicam uma mudança significativa na tendência de desinflação observada no ano anterior. Segundo economistas consultados pelo site InfoMoney, essas pressões são sazonais e localizadas, sem grande impacto na política monetária do Banco Central (BC).

Inércia Inflacionária nos Serviços

Os serviços apresentam um forte componente inercial, com reajustes automáticos que influenciam a desinflação de maneira diferenciada. Andrea Damico, economista-chefe da Armor Capital, expressa otimismo quanto ao comportamento da inflação em 2024. Damico espera uma desaceleração contínua, apesar de certas interrupções e ruídos na trajetória da desinflação.

Desafio no Grupo de Serviços

André Nunes de Nunes, economista-chefe do Sicredi, identifica a inflação do grupo de serviços como um desafio principal. Ele destaca a desaceleração significativa em 2023, com expectativas de uma desinflação mais lenta em 2024. O Sicredi estima que a inflação de serviços feche 2024 em 4,8%, enquanto a de subjacentes em 4,1%.

Perspectiva da Austin Rating

Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, enfatiza a inércia inflacionária no setor de serviços e preços subjacentes. Ele aponta a relação complexa desses preços com a oferta e demanda e a influência da inflação passada nos reajustes. Em contraste, os bens industriais apresentam sensibilidade ao câmbio e preços de commodities, diferenciando-se dos serviços.

Implicações para a Política Monetária

As perspectivas otimistas para a inflação sugerem uma possível aceleração nos cortes da taxa Selic pelo BC. No entanto, Damico ressalta que a inflação corrente precisa desacelerar conforme o esperado a partir de fevereiro. Além disso, discussões sobre mudanças na meta fiscal em março poderiam impactar essa visão. Agostini acrescenta que, embora os juros estejam diminuindo, um estímulo econômico efetivo só ocorrerá quando atingirem 9%.

Tendências

Em 2024, as tendências mistas na inflação, especialmente em serviços e bens industriais, continuarão a ser um foco chave para economistas e formuladores de políticas. Enquanto a desinflação dos serviços segue um ritmo mais lento, o impacto na política monetária do Banco Central permanece um ponto de discussão vital.

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