Fed mantém taxa de juros estável

Ações dos EUA
Foto: Ferdinand Stöhr/Unsplash

O Federal Reserve (Fed, da sigla em inglês) tomou uma decisão importante nesta quarta-feira (31) ao manter a taxa básica de juros inalterada. No entanto, o banco central dos Estados Unidos sinalizou a possibilidade de reduzir as taxas no futuro, ao contrabalançar as preocupações com a inflação com outros riscos econômicos.

A declaração de política monetária do Fed não indicou que um corte imediato nas taxas seja iminente. Pelo contrário, afirmou que o Comitê Federal de Mercado Aberto não planeja reduzir a faixa de juros até que haja maior confiança na sustentabilidade da inflação em direção à meta de 2%. O comunicado enfatizou que, embora a inflação tenha diminuído no último ano, ainda se mantém elevada.

Jerome Powell, presidente do Fed, rejeitou a ideia de um corte imediato nas taxas durante a primavera norte-americana, contrariando as expectativas do mercado. Ele enfatizou que a reunião de março não é o momento provável para uma redução nas taxas, mas ressaltou que essa possibilidade não está descartada.

Banco Central do Brasil e Fed

Tanto o Banco Central do Brasil quanto o Fed dos Estados Unidos enfrentaram o desafio de controlar a inflação em um ambiente de incerteza econômica. No Brasil, a estratégia foi eficaz, pois a desinflação ocorreu sem recessão ou aumento significativo do desemprego, enquanto a economia continuou crescendo.

O presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, ajustou a política monetária, admitiu erros nas previsões de crescimento e apoiou a agenda econômica do governo. No entanto, ele conseguiu manter a estabilidade e evitar surpresas nas decisões do Comitê de Política Monetária (Copom).

Nos Estados Unidos, Jerome Powell também enfrentou pressões e críticas devido a erros de diagnóstico sobre a inflação. Apesar disso, a estratégia do Fed de combater o aumento dos preços se mostrou eficaz, permitindo o crescimento econômico, o pleno emprego e a redução da inflação, mesmo com as taxas de juros em níveis historicamente altos.

A decisão do Fed de manter as taxas de juros estáveis serviu para acalmar o mercado, que esperava cortes imediatos. Powell enfatizou a necessidade de maior segurança na trajetória da inflação antes de considerar qualquer redução nas taxas.

Em um contexto de polarização política em ambos os países, as decisões acertadas dos bancos centrais fornecem confiança aos diversos atores econômicos, incluindo empresários, trabalhadores, investidores e consumidores. Apesar das incertezas globais, os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos podem se orgulhar da conquistas até o momento.

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