Drones para erradicar a dengue: startup utiliza mosquitos estéreis

Drones para erradicar a dengue
(Foto: Inmortal Producciones/Pexels).

Atualmente, uma nova estratégia está em curso para enfrentar o mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela. A startup Birdview, localizada em São Manuel, São Paulo, surge com uma proposta inovadora: uso de drones para erradicar a dengue por meio da liberação de mosquitos estéreis em ambientes urbanos. Esta inovação, que tinha como foco inicial a agricultura, promete agora contribuir de forma sustentável para a redução da população do inseto nas cidades.

Assim sendo, a tecnologia por trás dessa abordagem, que conta com o apoio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) da Fapesp, baseia-se em um sistema modular integrado aos drones. Este sistema inovador facilita a liberação controlada de insetos adultos em locais específicos, minimizando o estresse e os danos causados aos insetos durante o processo. Originalmente aplicada no combate a pragas agrícolas, essa técnica agora se expande para o combate urbano ao Aedes aegypti, demonstrando sua versatilidade e eficácia.

Além disso, a participação bem-sucedida da Birdview no PIPE Empreendedor da Fapesp destacou a empresa como uma das startups mais promissoras na área. O programa enfatiza a importância de estreitar as relações entre as universidades e o mercado, com o objetivo de converter inovações tecnológicas em oportunidades comerciais viáveis. Essa interação é fundamental para garantir que novas soluções, como a proposta pela Birdview, não apenas atendam às necessidades atuais, mas também pavimentem o caminho para futuras inovações que beneficiem a sociedade como um todo.

Com essa abordagem, espera-se não apenas controlar eficazmente a população de mosquitos, mas também contribuir para o desenvolvimento econômico e social. Tendo em vista também que empresas produtoras de mosquitos estéreis se interessaram pela ideia.

Combate urbano

Em áreas urbanas, os drones soltam mosquitos machos estéreis que, ao se acasalarem com as fêmeas transmissoras de doenças, não produzem descendentes. Com a redução da reprodução, espera-se uma diminuição na população de mosquitos. Em oito anos de atuação, a Birdview já realizou mais de 15 mil voos, cobrindo mais de 1 milhão de hectares.

Parcerias previstas

“Ao participar da última edição do Programa de Treinamento em Empreendedorismo de Alta Tecnologia [Pipe Empreendedor] identificamos algumas empresas produtoras de Aedes aegypti estéreis interessadas em firmar parceria conosco para fazer a soltura do inseto em áreas urbanas”, revela Ricardo Machado, cofundador da startup.

O projeto ainda é experimental e busca parcerias com empresas que produzem os mosquitos estéreis. Os custos e a logística da operação estão em fase de avaliação. A iniciativa não só combate efetivamente os mosquitos, como também abre portas para outras aplicações, como a restauração florestal através da dispersão de sementes. “A solução também pode ser utilizada para lançar sementes visando a restauração de florestas”, afirma Ricardo Machado.

 

 

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