Prefeitura de SP é acusada de custear camarote infantil com open bar

Prefeitura de SP é acusada de custear camarote infantil com open bar
(Foto: Divulgação/Prefeitura de São Paulo).

A gestão de Ricardo Nunes (MDB) na Prefeitura de São Paulo autorizou o financiamento de R$ 2,1 milhões ao Grupo Top, visando a criação de um camarote infantil open bar no Sambódromo do Anhembi, de acordo com acusações. Este espaço tinha como alvo crianças e adolescentes durante o carnaval, especialmente participantes da Escola Municipal de Iniciação Artística (EMIA) e da Rede DaOra. A aprovação do projeto, que prometia um ambiente de formação, ocorreu em apenas três dias, a despeito da oposição expressa pela Secretaria de Cultura.

Desvio de finalidade e críticas ao financiamento

O financiamento do camarote por parte da Prefeitura de São Paulo cobriu a instalação de um bar repleto de bebidas alcoólicas e não alcoólicas, contrariando o parecer da Procuradoria. Além disso, a iniciativa previa ainda a distribuição de 100 ingressos com créditos de consumação. Ademais, a rapidez na aprovação do projeto, sem processo de licitação, levantou suspeitas e críticas.

No documento de solicitação de patrocínio, a empresa Top especificou que destinaria o evento a menores de idade, abrangendo crianças de cinco a 13 anos da Escola Municipal de Iniciação Artística (EMIA) e jovens a partir de 14 anos da Rede DaOra.

Contrariando a proposta, a empresa Top alocou os recursos para montar um camarote com serviço open bar. A concretização deste acordo ocorreu sem um processo licitatório e ignorando a recomendação adversa da Procuradoria.

A solicitação para esse financiamento foi submetida pela Top em 12 de janeiro, entregue pessoalmente no escritório da Secretaria de Cultura. Em um prazo de apenas três dias, o projeto recebeu aprovação, mesmo com a existência de um parecer contrário por parte da secretaria responsável.

Reações e justificativas

Nabil Bonduki, que já ocupou o cargo de secretário municipal de Cultura em São Paulo, levantou a acusação nas redes sociais no último domingo (11). O ex-secretário, também arquiteto, anunciou sua intenção de formalizar uma denúncia junto ao Ministério Público, visando a investigação deste e de outros atos questionáveis realizados pela administração municipal durante a organização do carnaval.

“Esse parecer foi ignorado pelo servidor designado para realizar a contratação que deu continuidade. Ente as justificativas para o gasto constam que o local seria usado como espaço de formação dos jovens dos programas EMIA e Rede daOra. Todavia em uma rápida consulta sobre os programas fica claro que eles são para crianças e adolescentes. Qual a necessidade de um camarote open bar para menores de idade?”, indagou Bonduki.

A Prefeitura de São Paulo, confrontada às acusações, nega estar pagando camarote com bebidas para jovens e adolescentes. De acordo com a mesma, o Camarote da Cultura era um projeto sociocultural destinado a oferecer experiências educativas aos jovens. De acordo com a administração municipal, a prefeitura tomou medidas para impedir o consumo de álcool por menores. Já quanto ao Grupo Top, até o momento não houve pronunciamento sobre o caso.

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