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Os melhores países para os ricos morarem

Antigua - Barbuda - Países ricos
(Imagem: Rick Jamison/Unsplash)

O Reino Unido anunciou na quarta-feira o fim do status de ‘non-dom’, permitindo às pessoas residentes, mas com residência permanente no exterior, evitarem impostos sobre os ativos estrangeiros por 15 anos. A decisão segue a movimentação similar de Portugal em outubro, quando anunciou planos para extinguir o programa de residente não habitual, concedendo benefícios fiscais a estrangeiros por 10 anos.

A medida de reforma ocorre em meio ao aumento da disparidade de riqueza em muitos países ocidentais. A disparidade tem levado algumas nações a restringir benefícios fiscais e de cidadania destinados a expatriados, visando a igualdade fiscal.

Com o fim dos benefícios fiscais no Reino Unido e em Portugal, expatriados buscam alternativas para proteger os ativos em outros países. Vejamos cinco opções ao redor do mundo que oferecem benefícios para estrangeiros:

Antígua e Barbuda

Localizado no leste do mar do Caribe, Antígua e Barbuda têm sido um destino atraente para investidores devido à legislação tributária favorável. Desde a implementação de uma nova lei fiscal em 2016, tanto residentes quanto não residentes desfrutam da isenção de impostos sobre a renda gerada no país e sobre os ativos estrangeiros. A medida tem impulsionado a economia local, atraindo investidores ricos e estimulando o mercado imobiliário.

Além disso, não há taxação sobre riqueza ou herança nas ilhas tropicais. A possibilidade de obtenção de cidadania, que inclui viagens sem visto para a Europa por cerca de US$ 100 mil, também tem atraído interesse. No entanto, é importante destacar que a União Europeia tem pressionado o país, e outros na região do Caribe, para encerrar ou restringir os programas de cidadania por investimento.

Emirados Árabes Unidos

Os Emirados Árabes Unidos, em especial Dubai, têm se destacado como um polo para gestores de fundos e banqueiros devido à legislação fiscal flexível e infraestrutura voltada para os ricos. No país, não há tributação sobre renda pessoal, ganhos de capital, herança, presentes ou propriedades.

Além disso, oferecem uma das menores taxas de imposto corporativo do mundo, fixada em 9% para empresas com lucros anuais acima de 375 mil dirhams (cerca de US$ 102 mil).

Recentemente, houve uma expansão do escopo dos vistos de residente de longo prazo, abrangendo agora empreendedores e engenheiros. No entanto, o aumento da popularidade de Dubai tem impactado os preços imobiliários, tornando a cidade menos acessível, com longas listas de espera para escolas internacionais e clubes privados.

Itália

Desde a implementação de um sistema fiscal favorável para estrangeiros em 2017, a Itália, especialmente a cidade de Milão, tem testemunhado um aumento no número de expatriados. Mais de 1.300 pessoas mudaram-se para Milão em 2021 para se beneficiar desses incentivos fiscais. Os novos residentes estão sujeitos a uma taxa anual de 100 mil euros (ou US$ 109 mil) e são isentos de impostos sobre renda estrangeira.

Ademais, podem ser isentos de imposto sobre metade da renda italiana caso não tenham sido residentes nos dois anos fiscais anteriores. Contudo, esse aumento na demanda por imóveis em Milão tem contribuído para a elevação dos preços e do custo de vida na cidade.

Cingapura

Cingapura, apesar da reputação como refúgio seguro para profissionais, enfrenta desafios na política fiscal e imobiliária. Embora tenha se beneficiado da repressão da China a Hong Kong, aumentou o imposto sobre propriedades para compradores estrangeiros para 60% no último ano, o que a tornou menos atrativa.

A taxa de imposto de renda pessoal para residentes é relativamente baixa, fixada em 22%, enquanto a taxa de imposto corporativo padrão é de 17%. Entretanto, mesmo com esses atrativos, os custos de aquisição de propriedades em Cingapura podem ser relativamente mais altos para estrangeiros em comparação com outros centros financeiros mundiais, como Nova York, Londres e Hong Kong.

Mônaco

Mônaco continua sendo um dos destinos mais desejados por milionários devido à política fiscal favorável. O país não cobra impostos sobre propriedades, renda pessoal ou ganhos de capital, tornando-se um paraíso fiscal para muitos. As propriedades para aluguel são taxadas em apenas 1% do valor anual do aluguel, e Mônaco eliminou os impostos sobre dividendos pagos por empresas locais, além de não cobrar imposto de renda corporativo geral.

No entanto, o custo de vida em Mônaco é extremamente elevado, com imóveis classificados como os mais caros do mundo. Ademais, o visto de residência do país requer um investimento alto, ultrapassando 1 milhão de euros (ou US$ 1,1 milhão).

Além desses destinos com baixa carga tributária, países como França, Bélgica, Dinamarca e Japão oferecem boa qualidade de vida. No entanto, tem taxas de imposto mais altas, o que pode não ser atrativo para todos os expatriados.

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