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Dólar salta para R$ 5 em resposta a incertezas sobre juros

dívida global
(Foto: Colin Watts/Unsplash).

O dólar comercial superou a marca de R$ 5, fechando o dia vendido a R$ 5,026, um aumento de R$ 0,028 (+0,57%), nesta segunda-feira (18). Este nível representa o ponto mais alto para a moeda desde 31 de outubro, quando foi negociada a R$ 5,04. Com este movimento, o dólar acumula uma valorização de 1,09% em março e de 3,56% ao longo de 2024. O euro também viu ganhos, reforçando a tendência de apreciação frente a moedas de mercados emergentes, avançando 0,44% e sendo cotado a R$ 5,4657.

Especialistas do mercado de câmbio atribuem a valorização do dólar a uma combinação de fatores, incluindo a formação de preços no mercado global de derivativos de moedas (International Money Market) e as incertezas em torno das futuras decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed). A expectativa de que o Fed possa adiar o corte dos juros para junho, em vez de março como anteriormente esperado, tem sido um tema recorrente nas discussões do mercado.

Além do foco no Fed, a semana é marcada pela expectativa em relação às decisões sobre as taxas de juros pelo Banco Central do Brasil e pelo Banxico, o banco central mexicano. Estas decisões são aguardadas com interesse, pois afetam diretamente o diferencial de juros entre esses países e os Estados Unidos, influenciando assim o fluxo de investimentos.

A bolsa de valores brasileira, B3, refletiu um cenário de cautela mas encerrou o dia com uma alta modesta de 0,17%, aos 126.954 pontos. A recuperação das ações de mineradoras, devido à valorização do minério de ferro no mercado internacional, contrastou com o desempenho negativo de ações de empresas de petróleo e energia.

As decisões iminentes do Fed e do Copom sobre as taxas de juros são cruciais para os próximos movimentos do mercado. Enquanto dados recentes sugerem um possível adiamento dos cortes de juros nos Estados Unidos, no Brasil, a expectativa é que o Copom promova um corte de 0,5 ponto percentual na Taxa Selic. Contudo, indicadores de um aquecimento na economia brasileira aumentam as chances de que o Banco Central brasileiro interrompa os cortes na Selic já em junho, um fator que pode redirecionar os investimentos do mercado de ações para a renda fixa, refletindo a constante dinâmica de ajuste e reação às condições econômicas globais e locais.

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