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Mudanças climáticas intensificam ondas de calor, dizem cientistas

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(Foto: Pixabay/Pexels)

As ondas de calor intensificadas por mudanças climáticas estão se tornando uma realidade cada vez mais palpável no Brasil, conforme evidencia o estudo do ClimaMeter. A análise aponta que eventos de calor semelhantes ao observado em março estão agora 1°C mais quentes, uma tendência alarmante que destaca a urgência de ações contra o aquecimento global.

O grupo ClimaMeter, composto por cientistas internacionais, confirmou que as atuais ondas de calor no Brasil são diretamente influenciadas pelas atividades humanas, sobretudo pela emissão de gases do efeito estufa. Esta conclusão foi alcançada por meio de um “estudo rápido de atribuição”, que coloca os eventos extremos recentes em perspectiva climática.

Em São Paulo, a temperatura atingiu marcas recordes, chegando a 34,3°C, a maior já registrada para o mês de março. Isso evidencia não apenas a intensificação do calor extremo mas também a alteração do padrão sazonal desses fenômenos, que agora ocorrem com mais frequência fora do período tradicional de verão.

Contribuições humanas e naturais

Embora fenômenos como El Niño e o aquecimento dos oceanos contribuam para essa tendência das ondas de calor, Davide Farana, pesquisador do ClimaMeter, destaca que o impacto das ações humanas é predominante. A queima de combustíveis fósseis e a consequente alteração da composição atmosférica são apontadas como as principais causas do aumento da temperatura global.

Aqui podemos realmente separar a contribuição do que chamamos de variabilidade climática natural e das alterações climáticas provocadas pelo homem. E vemos que o efeito das mudanças provocadas pelo homem é o mais forte” destaca o pesquisador.

Desafios e medidas urgentes

O estudo também enfatiza a importância de estratégias de mitigação, como reduzir queimadas e mudar o paradigma energético, para conter essa tendência. Além disso, aborda a questão da justiça climática, ressaltando como os efeitos do calor desproporcionalmente afetam as populações mais vulneráveis.

Pessoas que podem pagar por um ar condicionado podem suportar esse calor. Mas quem está em uma casa com pouca ventilação, que não permite a entrada de ar fresco durante a noite, isso é um grande problema. As temperaturas observadas estão próximas ao limite que o corpo humano pode sustentar“, alerta Farana.

Repensando as cidades

A necessidade de garantir acesso universal a condições de vida adequadas frente aos eventos climáticos extremos é urgente. Farana sugere que as cidades devem ser planejadas de maneira a oferecer melhor ventilação e áreas refrigeradas acessíveis a todos, mitigando os impactos das ondas de calor intensificadas.

Grupo ClimaMeter

O ClimaMeteré um grupo de cientistas de diferentes países que realiza estudos que colocam os extremos meteorológicos em uma perspectiva climática logo após a sua ocorrência. O grupo, liderado por pesquisadores do centro especializado em ciências climáticas da Universidade Paris-Saclay, é financiado pela União Europeia e pela Agência Francesa de Investigação (CNRS).

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