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União Europeia aplica lei e investiga gigantes da tecnologia

UE pressiona gigantes da tecnologia. (Foto: Julio Lopez/Pexels)
UE pressiona gigantes da tecnologia. (Foto: Julio Lopez/Pexels)

A União Europeia (UE) deu um passo na regulamentação do setor tecnológico ao iniciar investigações contra as gigantes da tecnologia Alphabet, Apple e Meta. Estas ações marcam a primeira aplicação da Lei dos Mercados Digitais (DMA), que entrou em vigor em 7 de março, evidenciando o compromisso do bloco em fomentar um ambiente de mercado competitivo e justo.

Foco nas práticas de mercado

As investigações têm como alvo práticas que podem limitar a concorrência, incluindo o favorecimento de serviços próprios em detrimento de rivais e o uso de dados pessoais para publicidade de maneira questionável. A Lei DMA exige que empresas como Alphabet, Apple e Meta permitam que desenvolvedores e serviços de terceiros interajam mais livremente com seus usuários, desafiando as restrições impostas por essas corporações em suas plataformas.

Possíveis consequências e penalidades

A Comissão Europeia, órgão executivo da UE, possui autoridade para impor multas que podem chegar a 10% do faturamento global das empresas investigadas. Este nível de penalidade sublinha a seriedade com que o bloco está abordando a questão da concorrência leal no espaço digital.

Medidas de conformidade questionadas

Apesar das tentativas das empresas de se alinhar à nova legislação, as autoridades regulatórias expressaram preocupações de que as medidas adotadas até o momento são insuficientes. Declarações de Margrethe Vestager, vice-presidente executiva da Comissão Europeia, e Thierry Breton, comissário da UE para o mercado interno, indicam uma expectativa de que as big techs adotem abordagens mais incisivas para cumprir com a DMA.

Respostas das empresas

Em resposta às investigações, as empresas alvo afirmaram estar confiantes de que suas operações estão em conformidade com a DMA. Apple, Amazon, Meta e Google enfatizaram seus esforços para se adaptar às exigências da legislação, apesar das críticas e do escrutínio por parte dos reguladores da UE.

Contexto de ações regulatórias anteriores

Este não é o primeiro desafio enfrentado por essas empresas na Europa. Com histórico de multas e processos por práticas anticoncorrenciais, a ação atual da UE representa mais um capítulo na contínua tensão entre as autoridades regulatórias e as gigantes da tecnologia.

Perspectivas futuras

As investigações, que devem ser concluídas em um ano, têm o potencial de reformular significativamente as operações das big techs na Europa. Além disso, os casos podem estabelecer precedentes importantes para como o poder de mercado digital é gerenciado globalmente, reforçando a posição da UE como um regulador proeminente no cenário tecnológico mundial.

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