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Biomm irá vender similar do Ozempic no Brasil em 2026

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(Foto: Divulgação/Ozempic).

A Biomm, empresa brasileira de biomedicamentos, anunciou uma parceria com a farmacêutica indiana Biocon para a distribuição de um medicamento similar ao Ozempic, da Novo Nordisk, no Brasil. A expectativa é que o produto esteja disponível no mercado após 17 de julho de 2026, quando a patente do medicamento original expirará.

O princípio ativo do medicamento é a semaglutida, que pertence à classe de análogos do hormônio GLP-1 e é utilizada no controle do diabetes e na regulação do apetite. No Brasil, estima-se que o mercado desses medicamentos movimente cerca de R$ 4 bilhões anuais, com a semaglutida representando R$ 3 bilhões desse total. Isso explica o interesse de outras empresas a desenvolver um similar ao Ozempic.

Heraldo Marchezini, CEO da Biomm, informou que a empresa já planeja submeter o pedido de registro do produto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Vamos nos preparar para lançar no dia seguinte à expiração da patente”, afirmou. Ele também destacou que o preço do medicamento similar será mais acessível em comparação ao produto original.

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O aumento da demanda por tratamentos de diabetes e obesidade foi citado pelo CEO como um indicativo de uma demanda reprimida no mercado brasileiro. Em resposta a essas necessidades, a Biomm está preparando a inauguração de uma nova fábrica em Nova Lima, Minas Gerais, com um investimento de R$ 800 milhões. A planta tem capacidade para produzir 20 milhões de unidades de carpules e frascos de biomedicamentos por ano.

A unidade vai inicialmente importar o medicamento da Índia, com planos futuros de começar a produção nacional. Além disso, a fábrica já recebeu autorização da Anvisa para começar a produção do Glargilin, um biossimilar da insulina glargina, que atualmente lidera as vendas no setor público brasileiro.

Além do Glargilin, a Biomm trabalha em parceria com a Wockhardt e a Fundação Ezequiel Dias para desenvolver insulina humana, com a produção prevista para começar em breve em Nova Lima. Essa iniciativa visa complementar a oferta de insulinas basais, melhorando o acesso dos pacientes diabéticos aos tratamentos no Brasil.

Este desenvolvimento acontece em um contexto onde a diabetes atinge cerca de 10,2% da população brasileira, segundo a pesquisa Vigitel Brasil 2023. A Biomm tem planos de expandir seu portfólio de medicamentos, incluindo tratamentos para endocrinologia, oncologia e antitrombóticos. Atualmente, a empresa analisa novos medicamentos para comercialização, como o Bevacizumabe, anticorpo monoclonal para tratamento de neoplasias, e o Ustequinumabe, para doença de Crohn.

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