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Crise climática: Haddad apela por financiamento internacional

Fernando Haddad - reforma tributária
Fernando Haddad, ministro da Fazenda (Imagem: Paulo Pinto/Agência Brasil)

Em um discurso proferido durante a segunda reunião da trilha de finanças do G20, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu uma reforma na governança das instituições financeiras multilaterais, como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento. Haddad argumentou que tais reformas são necessárias para enfrentar desafios globais, como a mudança climática e a fome crescente.

“Estamos avançando nas discussões sobre o aumento geral de capital e a possível criação de um mecanismo de revisão das necessidades de capital dessas instituições, de modo a garantir que elas continuem aptas a cumprir os mandatos e alcançar objetivos globais mais ambiciosos”, afirmou Haddad durante o discurso.

Haddad salientou a importância de garantir que o apoio dos bancos multilaterais de desenvolvimento seja direcionado pelas prioridades nacionais de desenvolvimento. Assim, beneficiando os países beneficiários de forma mais concreta. Ele destacou que os países emergentes, como o Brasil, buscam uma maior participação nas decisões dessas instituições, visando uma utilização mais flexível dos empréstimos.

Taxação super-ricos

Além disso, o ministro discutiu a proposta de taxação de super-ricos durante uma reunião com o senador norte-americano Bernie Sanders. O senador expressou apoio à medida e afirmou que pressionará o governo do presidente Joe Biden a adotá-la, após a apresentação da proposta na reunião de ministros do G20 em São Paulo.

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Apesar do apoio recebido de alguns países, como França e Espanha, a proposta brasileira enfrentou oposição do ministro das Finanças da Alemanha, Christian Lindner. Ele argumentou a favor dos sistemas de taxação existentes nos países.

Após essas reuniões, Haddad antecipou o retorno ao Brasil para tratar de questões econômicas com o Congresso. Ele participaria, na sexta-feira, de encontros no Fundo Monetário Internacional e no Banco Mundial, buscando avançar nas discussões sobre a pauta econômica do governo brasileiro.

Por fim, a proposta de reforma nas instituições financeiras multilaterais e a taxação de super-ricos permanecem como temas de destaque nas discussões internacionais sobre economia e desenvolvimento.

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