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Demanda na indústria naval: panorama dos estaleiros no Brasil

(Foto: John Nail/Pexels)

O Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP) realizou um levantamento detalhado, divulgado nesta quinta-feira (18/04), que mapeia a situação atual de 48 estaleiros no Brasil. Os resultados mostram que, dos estaleiros mapeados, nove estão ativos mas sem demanda de projetos navais atualmente.

Demanda na Indústria Naval

Entre os estaleiros ativos, os maiores, Enseada na Bahia e Atlântico Sul em Pernambuco, detêm cerca de 40% da capacidade instalada na indústria, com a habilidade de processar mais de 200 mil toneladas de aço por ano. Apesar disso, ambos enfrentam um período de baixa demanda.

Outros estaleiros, como o QGI no Rio Grande do Norte e o Brasa no Rio de Janeiro, também são afetados, com este último estando atualmente desativado.

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Contribuição da Petrobras

A Petrobras, sob a presidência de Jean Paul Prates, teve um papel importante na produção deste levantamento. Conforme publicado pela Agência Brasil, Prates enfatizou a necessidade de reconhecer a modernidade e vitalidade da indústria naval, destacando a contínua necessidade de embarcações para diversos fins, incluindo suporte às usinas eólicas offshore.

Projetos Futuros e Atuais

A Petrobras está envolvida em vários projetos com estaleiros nacionais para aumentar demanda na indústria naval. Quatro dos 13 grandes estaleiros atendem diretamente a projetos da estatal, com destaque para as plataformas P78, P79, P80, P82 e P83 em construção, e planos para as futuras plataformas P84 e P85. A estatal anunciou a contratação de 34 embarcações de apoio apenas este ano, com 24 já contratadas e mais dez até o final do ano.

Chamada por Incentivos Governamentais

Durante o evento, Prates defendeu a criação de um Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Mar, sugerindo que tanto o governo quanto as instituições financeiras, incluindo o Fundo de Marinha Mercante, participem mais ativamente no financiamento da indústria naval.

Engajamento e Políticas do IBP

O IBP trabalhar com especialistas para desenvolver políticas de apoio aos setores da indústria de petróleo, gás e biocombustíveis, especialmente na área de Exploração e Produção (E&P), considerada o primeiro elo na cadeia de valor do petróleo. O instituto também está envolvido em questões regulatórias, tributárias e ambientais, participando de reuniões com órgãos governamentais e reguladores.

“Este levantamento e as ações subsequentes destacam a importância de uma abordagem estratégica para revitalizar e sustentar a indústria naval brasileira, com a Petrobras no centro das iniciativas para impulsionar a demanda na indústria naval”, destaca Jackson Pereira Jr., articulista de negócios do Economic News Brasil.

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