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Be8 e a indiana Praj anunciam parceria para nova planta de etanol

Foto: Divulgação/Be8

A Be8, empresa global de energias renováveis, anunciou a escolha da empresa indiana Praj para estabelecer uma nova planta de etanol em Passo Fundo, Rio Grande do Sul. Marcada para iniciar suas operações em 2026, esta instalação será a primeira de grande porte no estado a produzir biocombustível a partir de cereais, com um investimento previsto de aproximadamente R$ 1 bilhão.

Perfil Be8

Fundada em 2005 e parte do ECB Group, a Be8 possui uma trajetória no desenvolvimento de energias renováveis. Com sede em Passo Fundo (RS), a empresa expandiu sua presença com escritórios em São Paulo (SP) e Genebra, na Suíça, fortalecendo seu compromisso com a sustentabilidade e inovação.

Perfil Praj

Praj Indústrias Ltd, a líder de mercado na Índia em biotecnologia industrial, é conhecida por suas soluções inovadoras em bioenergia. Com projetos implementados globalmente em mais de 100 países, a Praj se destaca por sua eficiência energética e expertise em etanol a base de cereais.

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Parceria Estratégica

“Em nossa busca por acelerar a transição energética e descarbonizar a mobilidade, a Praj Industries tem orgulho de fazer parceria com a Be8, uma empresa global de energia renovável, para estabelecer uma planta de etanol de baixo carbono à base de trigo”, disse Shishir Joshipura, CEO da Praj.

“Juntos, estamos empenhados em uma jornada em direção a uma bioeconomia circular com uma ação climática sustentável”, complementou o executivo,

Inovação e Desenvolvimento

A plataforma Bio‐MobilityTM da Praj é um dos pilares da empresa, focada em tecnologias que produzem combustíveis renováveis para transporte. A instalação de Pesquisa & Desenvolvimento, Praj Matrix, reforça o compromisso da empresa com a descarbonização e a energia limpa.

Produção de etanol a partir de trigo e outros cereais

Uma planta de produção de etanol a partir de trigo e outros cereais envolve vários processos tecnológicos e bioquímicos para converter os carboidratos presentes nos grãos em álcool etílico, que pode ser utilizado como combustível. Aqui está um resumo de como funciona essa planta:

1. Recepção e Preparação dos Cereais

Os cereais, como trigo, milho ou sorgo, são recebidos na planta de produção, onde são limpos e inspecionados para remover impurezas. Após a limpeza, os grãos são moídos para quebrar suas estruturas e facilitar a extração do amido.

2. Liquefação

A farinha resultante é misturada com água e enzimas específicas (alfa-amilases) e aquecida. Este processo transforma o amido em uma substância mais simples chamada dextrina. A liquefação é essencial para preparar o amido para a próxima fase de conversão.

3. Sacarificação

Na etapa de sacarificação, outra enzima, chamada glicoamilase, é adicionada à mistura. Esta enzima quebra as dextrinas em moléculas menores de açúcar, principalmente a glicose. Esta etapa é crucial para produzir os açúcares fermentáveis necessários para a produção de etanol.

4. Fermentação

A glicose é então fermentada para produzir etanol e dióxido de carbono. Este processo é realizado por leveduras, que consomem os açúcares e os convertem em álcool. A fermentação geralmente ocorre em tanques grandes e pode levar vários dias.

5. Destilação

Após a fermentação, a mistura contém etanol, água e outros componentes residuais. A destilação é usada para separar o etanol da mistura. O processo envolve o aquecimento da mistura até que o etanol evapore (por ter um ponto de ebulição mais baixo que a água) e, depois, condensar o vapor de etanol de volta para a forma líquida.

6. Desidratação

O etanol produzido pela destilação ainda contém uma quantidade significativa de água. Para torná-lo adequado como combustível, ele passa por um processo de desidratação, geralmente usando tecnologia de peneira molecular, que remove a água restante, produzindo etanol anidro (praticamente 100% etanol).

7. Armazenamento e Distribuição

O etanol anidro é então armazenado em tanques grandes até ser distribuído para ser usado como combustível ou para outras aplicações industriais.

subprodutos

Uma planta de produção de etanol de cereais também lida com subprodutos, como o DDGS (grãos secos de destilaria com solúveis), que são utilizados como ração animal. A gestão eficiente dos subprodutos e dos resíduos da produção é crucial para minimizar o impacto ambiental e aumentar a sustentabilidade do processo.

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