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Futebol brasileiro na bolsa? Primeiras debêntures-fut chegam em 2024

Futebol brasileiro na bolsa? Primeiras debêntures-fut chegam em 2024
(Foto: Fancy Crave/Unsplash).

A transformação dos clubes de futebol brasileiros em Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) tem aberto portas para novas estratégias de gestão e captação de recursos. Uma das novidades mais aguardadas para 2024 é a emissão da primeira debênture de futebol.

Estas debêntures, apelidadas de debêntures-fut, são um desenvolvimento inovador no setor financeiro, criadas especificamente para as SAFs. Elas se diferenciam das debêntures convencionais ao possibilitar uma remuneração vinculada ao desempenho do clube em competições.

 

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Julia do Valle, advogada associada no Ambiel Advogados, esclarece que estes títulos possuem características específicas, como um prazo mínimo de dois anos e uma cláusula que proíbe a recompra ou o vencimento antecipado por parte do emissor. “Isso oferece ao investidor uma previsibilidade maior quanto ao retorno esperado,” ela detalha.

Marcelo Godke, especialista em Direito Empresarial e Societário e sócio do Godke Advogados, aponta que os clubes podem estender aos investidores de debêntures benefícios parecidos aos oferecidos nos programas de sócio-torcedor, promovendo uma verdadeira parceria investidor-clube.

 

A ideia dessas debêntures surgiu em 2021, mas sua implementação foi adiada devido às necessidades de adaptação dos clubes ao novo modelo de SAF e à situação complicada do mercado de crédito no Brasil. No entanto, recentemente a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) emitiu um parecer que esclareceu a possibilidade de emissão dessas debêntures por SAFs não listadas em bolsa para investidores qualificados e profissionais.

A expectativa é que as primeiras emissões se concretizem em 2024, focando especialmente em investidores qualificados, aqueles com pelo menos R$ 1 milhão investidos, e em profissionais certificados.

Um especialista envolvido na estruturação de SAFs enfatiza a necessidade de uma governança sólida nos clubes para proteger as operações de crédito e manter a confiança dos investidores. “A presença de uma governança eficaz é vital para o sucesso dessas operações, especialmente em um contexto onde mudanças na gestão podem trazer instabilidades financeiras,” ele observa.

Também há um crescente interesse dos bancos em participar dessas emissões, apesar de que, inicialmente, possam demandar garantias firmes, assegurando a compra de títulos que não encontrarem compradores.

Marcelo Godke reforça a importância de os investidores considerarem as dívidas existentes dos clubes. “É crucial que os investidores estejam cientes da situação financeira dos clubes, que muitas vezes acumulam significativas dívidas,” ele adverte.

As debêntures-fut representam uma opção promissora de investimento no setor esportivo, oferecendo tanto rendimentos fixos quanto variáveis, ligados ao sucesso dos clubes nos campos. Com a previsão da primeira emissão para o final de 2024, o próximo ano promete ser um marco para os investimentos em futebol no Brasil.

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