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Light aprova mais um plano de recuperação judicial

Plano inclui capitalização e redução de dívida. Dessa vez, o custo é de R$ 3,2 bilhões

Recuperação judicial da Light. (Imagem: Light/Divulgação)
Recuperação judicial da Light. (Imagem: Light/Divulgação)

A Light (LIGT3) anunciou no último sábado (18) que seu Conselho de Administração aprovou os termos e condições de um novo plano de recuperação judicial. Este plano foi protocolado no processo em andamento na 3ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro.

Medidas previstas

O plano prevê o aporte de recursos na companhia mediante aumento de capital. Nesse sentido, haverá também a capitalização de determinados créditos por meio de títulos conversíveis e não conversíveis. Além disso, credores com créditos de até R$ 30 mil receberão pagamento integral.

Recuperação judicial da Light: alinhamento de interesses

Segundo a Light, o novo plano de recuperação judicial foi ajustado para alinhar os interesses de credores e outros “stakeholders”. De tal modo, o documento detalha as etapas para a implementação das medidas necessárias para a recuperação da companhia.

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Mudanças após negociação

Fontes indicam que o Conselho fez ajustes no plano aprovado no fim de março. Em comunicado, a Light informou que houve a inclusão de detalhamentos quanto às etapas de implementação das medidas previstas no novo plano. Nesse caso, o objetivo é o soerguimento da companhia e superação da atual situação econômico-financeira. Além disso, busca-se a continuidade da prestação dos serviços no âmbito das concessões do Grupo Light, a preservação de valor e a promoção de sua função social.

Detalhes da capitalização

O plano da Light envolve capitalização no valor de R$ 3,2 bilhões. Desse total, R$ 1 bilhão virá dos acionistas de referência da companhia — Nelson Tanure, Ronaldo Cézar Coelho e Beto Sicupira, que detêm 65% dos papéis do grupo. Além disso, os outros R$ 2,2 bilhões virão da conversão de dívida em novas ações.

Conversão de créditos

Nesse sentido, o plano prevê a conversão de ao menos 35% dos créditos por ações por parte dos credores. O restante dos créditos será remunerado por IPCA mais 5% ao ano, com pagamento em oito anos. Assim, para quem não aderir à conversão, a taxa será de 3% e amortização em 13 anos, segundo o plano aprovado em março.

Redução de dívidas

Com o plano, a dívida da Light cai de R$ 11 bilhões para R$ 7,8 bilhões. Além disso, há o alongamento das dívidas e um período de carência de 3,5 anos. Por fim, segundo fontes, isso permitirá maior fôlego financeiro para a empresa nos próximos três anos.

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