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Magda Chambriard defende exploração costeira de petróleo

Magda Chambriard enfatiza necessidade energética

Magda Chambriard exploração de Petróleo
(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil).

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, reforçou na última segunda-feira (27) a importância das operações de exploração de petróleo na Margem Equatorial para a segurança energética do Brasil. Em sua primeira entrevista após assumir o cargo, ela tratou do projeto de exploração petrolífera na foz do Rio Amazonas, enfrentando resistências no Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

Segundo Chambriard, a Petrobras está comprometida com a meta de neutralidade de carbono até 2050, conhecida como net zero. Portanto, ela argumentou que o MMA precisa compreender a necessidade nacional e da empresa de continuar explorando petróleo e gás. “Estamos comprometidos com projetos de captura de CO2, energia renovável e alternativas ao petróleo convencional, incluindo o hidrogênio”, explicou a presidente.

A Margem Equatorial, estendendo-se do Rio Grande do Norte ao Amapá, é considerada uma área de alto potencial pelo setor de óleo e gás. Assim, o Plano Estratégico 2024-2028 da Petrobras prevê investimentos de US$ 3,1 bilhões para pesquisa na região, com planos de perfurar 16 poços nos próximos quatro anos.

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No entanto, a exploração na foz do Amazonas enfrenta oposição. Em maio do ano passado, o Ibama negou a solicitação da Petrobras para a perfuração marítima do bloco FZA-M-59. A empresa apelou e, no mês passado, o Ibama exigiu estudos sobre o impacto nos povos indígenas antes de prosseguir com o processo.

Compromisso com a sustentabilidade

Chambriard destacou o compromisso da Petrobras com a sustentabilidade. “Vamos além do exigido por lei em nossas iniciativas ambientais”, afirmou. Ela lembrou o Proálcool, iniciado na década de 1970, que hoje faz do etanol uma alternativa econômica à gasolina em 21 estados do Brasil. Além disso, “isso demonstra nosso compromisso de longa data com biocombustíveis e sustentabilidade”, comentou.

Adicionalmente, a presidente mencionou mudanças na estratégia da empresa, incluindo a recente desistência da venda de cinco refinarias. Essa mudança visa focar a produção em biocombustíveis. “Controlar o refino nos permite agregar valor e melhor atender às necessidades energéticas do país”, comentou.

Projeções de produção

Magda também falou sobre as projeções de produção da estatal, observando que, embora a produção deva atingir seu pico em 2030, a empresa não enfrentará problemas de autossuficiência imediatamente. “Precisamos manter e intensificar os esforços exploratórios para assegurar a segurança energética do Brasil a longo prazo”, concluiu, indicando que a exploração contínua é vital para o futuro energético do país.

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