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Como a Suécia revoluciona a construção com casas pré-fabricadas?

País revoluciona o mercado de construção com casas pré-fabricadas

Casas pré-fabricadas na Suécia. (Foto: Divulgação/Built Offsite)
Casas pré-fabricadas na Suécia. (Foto: Divulgação/Built Offsite)

A escassez de moradias acessíveis é uma questão global que exige soluções inovadoras e eficientes. A Suécia destaca-se na construção de casas pré-fabricadas, graças ao seu histórico de design e arquitetura avançados, oferecendo um modelo replicável em outras partes do mundo, inclusive nos Estados Unidos. Ivan Rupnik, arquiteto que estudou profundamente este tema, destaca que a solução para a crise habitacional está na construção industrializada.

Anteriormente, a avó de Ivan Rupnik, uma arquiteta croata, mostrou-lhe os projetos de moradias modulares construídos na Europa nas décadas de 1950 e 60. Fascinado pelo potencial dessas construções, Rupnik dedicou sua tese de doutorado à pesquisa sobre moradias modulares. Nos arquivos da Harvard Graduate School of Design, ele descobriu a “Operation Breakthrough”, um programa de habitação industrializada que construiu quase 3.000 unidades nos Estados Unidos entre 1971 e 1973.

A influência da Operation Breakthrough

Apesar de pouco conhecida, a “Operation Breakthrough” teve impacto considerável. O Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano dos EUA (HUD), sob a liderança de George Romney, criou o programa em 1969. A iniciativa visava construir 26 milhões de casas em 10 anos, industrializando o processo de construção para aumentar a oferta e reduzir os custos.

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Embora a “Operation Breakthrough” tenha sido encerrada em 1976 devido a questões de custo, ela influenciou outros países. No Japão e na Suécia, as delegações estudaram os métodos do programa americano, levando a uma adoção ampla da construção industrializada. Hoje, na Suécia, 45% das construções são industrializadas, muitas feitas com madeira, um material sustentável e abundante no país.

A revolução das casas pré-fabricadas na Suécia

Em junho de 2023, Rupnik participou de uma viagem de pesquisa para estudar as práticas de construção industrializada do país. Uma das empresas visitadas foi a Lindbäcks, localizada perto do Círculo Polar Ártico. Inspirada pelas fábricas da Toyota e Volvo, a Lindbäcks aplica princípios de produção automotiva na construção de casas. A fábrica opera com uma linha de montagem onde módulos de casas são construídos com precisão e eficiência.

Na Suécia, a regulamentação baseada em desempenho permite que os construtores desenvolvam métodos inovadores para atender aos padrões de segurança e resistência ao fogo. Esse sistema contrasta com os códigos prescritivos dos Estados Unidos, que especificam materiais e métodos, retardando o processo de construção. A flexibilidade regulatória na Suécia incentiva soluções criativas e reduz o desperdício.

A eficiência das construções pré-fabricadas

A construção de casas pré-fabricadas oferece várias vantagens. A produção em fábrica permite maior controle de qualidade e redução de tempo. Nesse sentido, a Lindbäcks, por exemplo, consegue concluir uma unidade a cada 30 minutos. O uso de madeira, material sustentável e economicamente viável, reduz as emissões de carbono, alinhando-se com as metas ambientais globais.

A construção rápida e eficiente das casas pré-fabricadas na Suécia também se reflete em projetos como o Sara Kulturhus, um centro cultural e hotel de 20 andares, construído com módulos pré-fabricados. A construção acelerou, economizando tempo e custos.

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Aplicação dos modelos suecos nos Estados Unidos

Apesar do sucesso das moradias pré-fabricadas na Suécia, a adoção desse modelo nos Estados Unidos ainda enfrenta desafios. A Katerra, uma startup americana, falhou ao tentar implementar a construção industrializada em grande escala devido à sua rápida expansão e problemas de gestão. No entanto, outras iniciativas estão ganhando força, como a Factory OS na Califórnia e a RISE Modular em Minneapolis, que produzem moradias para grandes desenvolvedores e autoridades de habitação pública.

A escassez de mão de obra qualificada nos Estados Unidos pode forçar a adoção da construção industrializada. Na Súecia, fábricas controlam melhor as condições de trabalho e atraem uma força de trabalho mais diversificada. Na Lindbäcks, mais de 30% dos trabalhadores são mulheres, um número maior do que na construção tradicional americana.

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