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Vendas do varejo no Brasil crescem 1,2% em maio

Cinco meses consecutivos de alta no comércio varejista

Varejo - Vitrine - Roupas - financiamento - comércio varejista
(Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O comércio varejista no Brasil registrou um aumento de 1,2% no volume de vendas em maio em relação a abril, marcando o quinto mês consecutivo de crescimento. Esses dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (11). No entanto, o resultado surpreendeu os analistas do mercado, que previam uma retração de 0,9%.

Até maio, o setor varejista acumulou um crescimento de 5,6% no ano e de 3,4% nos últimos 12 meses. As expectativas do consenso LSEG apontavam para um crescimento anual de 4,0%, o que torna o resultado obtido ainda mais significativo.

Varejo

No varejo ampliado, que inclui a comercialização de veículos, motos, peças, materiais de construção e produtos atacadistas de alimentos, bebidas e fumo, o volume de vendas subiu 0,8% ajustado sazonalmente. A média móvel trimestral apresentou uma variação positiva de 0,1%. Contudo, sem ajustes sazonais, o crescimento foi de 5,0%, acumulando 4,8% no ano e 3,7% em 12 meses.

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Entre as oito atividades pesquisadas, cinco apresentaram crescimento em maio. Os setores de hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,7%), e outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,6%) foram os principais responsáveis pela alta. O segmento de hiper e supermercados, em particular, registrou o segundo mês consecutivo de crescimento. Portanto, o segmento acumulou um aumento de 2,6%, representando 54,7% do volume total de vendas

Influências Econômicas

Cristiano Santos, gerente da pesquisa do IBGE, destacou que o crescimento se disseminou amplamente, com quedas em apenas três setores. Ele apontou o aumento da concessão de crédito para pessoas físicas e o crescimento da massa salarial e do número de empregos como fatores decisivos para o resultado positivo. “Esses elementos contribuíram para um desempenho superior ao observado em 2023”, afirmou.

Alta e Baixa no Varejo

Os setores de tecidos, vestuário e calçados (2,0%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,2%), e livros, jornais, revistas e papelaria (0,2%) também registraram crescimento. Em contraste, móveis e eletrodomésticos (-1,2%), combustíveis e lubrificantes (-2,5%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-8,5%) apresentaram quedas. Portanto, a redução nas vendas de combustíveis e lubrificantes foi atribuída às enchentes no sul do país, que impactaram as atividades de transporte.

Maio de 2023

Comparando maio de 2024 com maio de 2023, o volume de vendas do varejo cresceu 8,1%. Os destaques foram outros artigos de uso pessoal e doméstico (14,5%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (13,6%), hiper e supermercados (10,5%), móveis e eletrodomésticos (2,1%) e tecidos, vestuário e calçados (2,0%). Em contrapartida, os setores de livros, jornais, revistas e papelaria (-8,9%), combustíveis e lubrificantes (-3,2%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-0,2%) registraram desempenho negativo.

Cristiano Santos avaliou o crescimento de 8,1% como um indicativo do setor, comparando-o ao desempenho de fevereiro deste ano. Ele destacou os ganhos nos setores de hiper e supermercados, artigos farmacêuticos e outros artigos de uso pessoal e doméstico como fatores fundamentais para o crescimento.

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