Startup Terradot, brasileiro-americana, ganha investimento de US$ 58 milhões

Startup Terradot usa rochas para capturar CO2 e atrai grandes investidores. Conheça a solução inovadora para mitigar as mudanças climáticas.
CFO da Startup Terradot
Julia Sekula, CFO da Terradot (Imagem: Divulgação/Terradot)

A Terradot, uma startup com raízes brasileiro-americanas, está mudando a forma como a captura de CO2 pode ajudar a combater as mudanças climáticas. Fundada em 2022 no laboratório de biogeoquímica da Universidade Stanford, a empresa apostou em uma técnica pouco convencional para remover carbono da atmosfera: o intemperismo acelerado das rochas.

Esta tecnologia está sendo vista como uma alternativa eficaz ao tradicional reflorestamento, que, embora importante, possui desafios de escalabilidade.

O potencial do intemperismo acelerado

O intemperismo acelerado é um processo natural de decomposição de rochas, em que gases de efeito estufa, como o CO2, são removidos quando as rochas são expostas à água e ao calor. Na natureza, esse processo leva centenas de anos, mas a Terradot tem conseguido acelerar essa reação para menos de uma década. A startup tem se concentrado nas rochas basálticas, que possui a capacidade de capturar grandes quantidades de CO2 quando espalhadas por terrenos agrícolas.

Além de contribuir para a redução de gases de efeito estufa, o processo beneficia a agricultura, pois as rochas liberam minerais que funcionam como fertilizantes.

O futuro da Startup Terradot e aeus planos de expansão

Com o recente aporte de US$ 58 milhões em uma rodada Série A, a Terradot está pronta para expandir suas operações. A empresa destinará o capital para contratar mais especialistas e investir em pesquisa e desenvolvimento. Com o crescimento da demanda por soluções inovadoras para o problema das emissões de carbono, a startup já fechou contratos com grandes players do setor, como o Google, que comprou 200 mil toneladas de CO2 capturadas.

Foto de Vitoria Costa Pinto

Vitoria Costa Pinto

Vitória Costa Pinto, estudante de Comunicação Social na UFBA, iniciou sua carreira em 2019 como redatora. Atuou como social media, gestora de projetos e planejadora de conteúdo, consolidando-se como jornalista em 2024. Apaixonada por política, economia e negócios, acredita no poder transformador da comunicação.

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