A Terradot, uma startup com raízes brasileiro-americanas, está mudando a forma como a captura de CO2 pode ajudar a combater as mudanças climáticas. Fundada em 2022 no laboratório de biogeoquímica da Universidade Stanford, a empresa apostou em uma técnica pouco convencional para remover carbono da atmosfera: o intemperismo acelerado das rochas.
Esta tecnologia está sendo vista como uma alternativa eficaz ao tradicional reflorestamento, que, embora importante, possui desafios de escalabilidade.
O potencial do intemperismo acelerado
O intemperismo acelerado é um processo natural de decomposição de rochas, em que gases de efeito estufa, como o CO2, são removidos quando as rochas são expostas à água e ao calor. Na natureza, esse processo leva centenas de anos, mas a Terradot tem conseguido acelerar essa reação para menos de uma década. A startup tem se concentrado nas rochas basálticas, que possui a capacidade de capturar grandes quantidades de CO2 quando espalhadas por terrenos agrícolas.
Além de contribuir para a redução de gases de efeito estufa, o processo beneficia a agricultura, pois as rochas liberam minerais que funcionam como fertilizantes.
O futuro da Startup Terradot e aeus planos de expansão
Com o recente aporte de US$ 58 milhões em uma rodada Série A, a Terradot está pronta para expandir suas operações. A empresa destinará o capital para contratar mais especialistas e investir em pesquisa e desenvolvimento. Com o crescimento da demanda por soluções inovadoras para o problema das emissões de carbono, a startup já fechou contratos com grandes players do setor, como o Google, que comprou 200 mil toneladas de CO2 capturadas.



