Abag sobre redução de alíquota de importação para milho: “perturbadora”

A Abag criticou a possível redução na importação de milho, proposta pelo governo, afirmando que a medida desestabiliza o setor, desestimula o plantio e afeta a produção de etanol. A entidade destacou os desafios enfrentados pelos produtores e pediu mais análise
Imagem de colheita de milho. Redução de alíquota para importação de milho é criticada pela Abag
Wenderson Araujo/Trilux

A Abag (Associação Brasileira do Agronegócio) classificou como “perturbadora” e “desnecessária” a possibilidade de redução das alíquotas de importação de alimentos, proposta que está sendo avaliada pelo governo. Em comunicado ao Broadcast Agro, a entidade afirmou que a medida (redução da alíquota para importação) “desestabiliza as relações do campo, é desnecessária e pode desestimular o plantio da safrinha de milho”.

Por que a Abag é contra a alíquota importação de milho?

A Abag ressaltou que o setor opera em “condições absolutamente normais” e que os produtores já enfrentam desafios significativos. “Estamos lidando com custos crescentes e enfrentando um cenário de baixos preços, como o registrado no ano passado. O produtor já está em uma situação de sacrifício e sofrimento”, destacou a associação. A entidade também criticou a proposta (Abag sobre redução de alíquota de importação para milho) “perturbadora” , classificando-a como “um retrocesso”. “Essa é uma medida do século passado, e não estamos mais nesse tempo”, acrescentou.

Efeitos colaterais da medida na produção de etanol

A associação alertou ainda para os impactos negativos que a iniciativa (redução de alíquota de importação para milho) pode gerar na produção de etanol de milho e no plantio comercial, destacando a necessidade de uma análise mais profunda antes de avançar com a proposta.

Mais cedo, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, anunciou que o governo está estudando reduzir as alíquotas de importação de produtos cujo preço doméstico está acima do mercado internacional, iniciando pelo milho. Durante a crise das enchentes no Rio Grande do Sul em 2024, houve medida semelhante para suprir a demanda por arroz.

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Allan Ricardo

Allan Ricardo é jornalista formado pelo Centro Universitário Estácio Brasília, com experiência em produção jornalística para portais de notícias. Atuou no Portal Nucom e no Metrópoles, com foco na cobertura de política, economia e negócios. No Economic News Brasil, produz análises e conteúdos informativos sobre finanças, mercado e tendências econômicas.

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