A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,501 bilhão na segunda semana de fevereiro, conforme dados divulgados na quinta-feira (18) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O resultado decorre de exportações de US$ 6,952 bilhões e importações de US$ 5,451 bilhões, reforçando a abertura positiva do ano no comércio exterior.
Além disso, o acumulado do mês aponta saldo de US$ 793 milhões. No ano, o resultado já soma US$ 5,136 bilhões, sustentado por um avanço de 20,7% nas vendas externas frente ao mesmo período de 2025.
Balança comercial brasileira ganha tração com indústria extrativa
O desempenho setorial revela forte expansão da indústria extrativa, que avançou 57,2% até a segunda semana de fevereiro, somando US$ 3,351 bilhões. O segmento foi o principal vetor de crescimento das exportações, superando agropecuária e indústria de transformação.
A agropecuária cresceu 1,4%, com US$ 2,455 bilhões embarcados. Já a indústria de transformação registrou alta de 15,9%, alcançando US$ 7,835 bilhões. Esse conjunto indica maior dinamismo em commodities minerais, minério de ferro e produtos ligados à cadeia industrial exportadora.
Comércio exterior mostra avanço também nas importações
Por outro lado, as importações avançaram 11,4% no mesmo intervalo. A indústria extrativa importou US$ 568 milhões, alta de 20%, enquanto a indústria de transformação somou US$ 12,085 bilhões, crescimento de 11,8%.
Em contraste, a agropecuária registrou retração de 13,4%, com US$ 229 milhões. O avanço das compras externas industriais sugere maior circulação de insumos produtivos, bens intermediários e equipamentos ligados à atividade manufatureira.
Balança comercial brasileira e as projeções para 2026
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que a balança comercial brasileira encerre o ano com superávit entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões. Segundo a pasta, as exportações podem variar entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões, enquanto as importações devem ficar entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões.
Esse cenário depende do comportamento das commodities, da demanda internacional e da taxa de câmbio. Além disso, a trajetória da corrente de comércio e do desempenho da balança de bens será determinante para consolidar o saldo estimado.
Diante desse início robusto, a balança comercial brasileira sinaliza capacidade de manter fluxo positivo ao longo de 2026, desde que o ritmo das exportações industriais e extrativas se sustente em meio ao ambiente global.





