Ranking do PIB 2025: Brasil perde posição com crescimento abaixo da média global

O ranking do PIB 2025 reposiciona o Brasil após crescimento abaixo da média global. O país deve cair para a 8ª posição pelo critério de poder de compra, superado pela Indonésia, enquanto o cenário internacional mantém expansão mais acelerada. Saiba mais.
ranking do PIB 2025 com Brasil na 8ª posição global
Comparação internacional mostra mudança na posição do Brasil entre as maiores economias em 2025. (Foto: reprodução)

O ranking do PIB 2025 reposiciona o Brasil entre as maiores economias do mundo após o país registrar crescimento inferior à média global projetada em 3,3% pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Com isso, o Brasil deve passar da 7ª para a 8ª posição pelo critério de paridade de poder de compra.

O dado ganha relevância porque altera a hierarquia entre emergentes. Embora o Brasil tenha mantido expansão econômica, o ritmo internacional mais forte ampliou a distância relativa e modificou a colocação brasileira no cenário da economia mundial.

Ranking do PIB 2025 redesenha disputa entre emergentes

A mudança ocorre principalmente porque a Indonésia avançou 5,1% no período, superando o desempenho brasileiro. Segundo o FMI, o país asiático passa a ocupar a 7ª posição entre as maiores economias pelo critério ajustado pelo poder de compra.

Outras economias também registraram expansão acima da média brasileira. Entre as 12 principais taxas de crescimento no Ranking do PIB 2025 estão:

  • Irlanda: 6,7%
  • Indonésia: 5,1%
  • China: 5,0%
  • Israel: 4,4%
  • Polônia: 3,6%
  • Dinamarca: 3,0%
  • Espanha: 2,6%
  • Letônia: 2,5%
  • Lituânia: 2,5%
  • República Tcheca: 2,4%

A comparação evidencia que o Brasil, com 2,3%, ficou mais próximo de economias como Estados Unidos (2,2%) e Noruega (2,2%) do que do grupo que liderou a expansão econômica global.

Crescimento global acima do brasileiro amplia diferença

O FMI projeta que o crescimento global alcance 3,3% em 2025 e 2026. De acordo com a instituição, investimentos em tecnologia, condições financeiras favoráveis e políticas fiscais de estímulo sustentaram a atividade mesmo com tensões comerciais.

No quarto trimestre, o PIB Brasil apresentou crescimento, mas variação modesta frente a economias que mantiveram maior tração. O quadro reforça que o desafio brasileiro está na aceleração da produtividade. Além do avanço do investimento produtivo e do fortalecimento do ambiente de negócios. O que, portanto, justificaria o quadro atual no ranking do PIB 2025.

Além disso, no ranking em dólar corrente, o país também pode perder uma colocação. Pelas estimativas do Fundo, a Rússia tende a ultrapassar o Brasil, influenciada por dinâmica cambial mais favorável no período.

Ranking do PIB 2025 e os próximos passos

As projeções indicam desaceleração adicional nos próximos anos. O Relatório Focus do Banco Central aponta crescimento de 1,8% em 2025 e 1,6% em 2026. O próprio Banco Central trabalha com expansão de 1,6% no próximo ano, enquanto a Secretaria de Política Econômica estima 2,3% para este exercício.

O ranking do PIB 2025 mostra que o debate vai além do crescimento absoluto. A disputa por espaço entre economias emergentes, em um ambiente de maior competitividade internacional, passa a depender de ganhos estruturais em competitividade, infraestrutura, balança comercial e estabilidade macroeconômica. Sem avanço consistente nesses pilares, a recuperação de posição no cenário global tende a exigir ritmo superior ao observado recentemente.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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