A rede de fast food McDonald’s dará nome ao novo estádio do Chicago Fire Football Club, que ficará conhecido como McDonald’s Park em um movimento que amplia a disputa bilionária por naming rights, prática em que empresas pagam para associar suas marcas a estádios, arenas, centros culturais e outros grandes espaços de circulação pública.
A ser inaugurado em 2028 no South Loop, em Chicago, o McDonald’s Park prevê restaurantes da marca dentro da arena, ativações durante eventos e integração da companhia ao funcionamento do espaço ao longo do ano.
Além do movimento comercial e publicitário, o acordo também aproxima a McDonald’s de Chicago após anos de tensão entre a empresa e a cidade sobre criminalidade, impostos e ambiente econômico.
Rede de fast food aposta no crescimento do futebol nos EUA
O acordo reforça a aposta da McDonald’s no avanço do futebol nos Estados Unidos antes da Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, no Canadá e no México.
Joe Mansueto, fundador da empresa americana de serviços financeiros e pesquisa de investimentos Morningstar e proprietário do Chicago Fire, financia o McDonald’s Park. A arena terá capacidade para mais de 22 mil pessoas em jogos e até 31 mil em shows e eventos especiais.
Segundo Dave Baldwin, presidente de operações comerciais do Chicago Fire, o clube avaliou centenas de empresas antes de fechar o acordo com a McDonald’s.
Além do estádio, a parceria prevê expansão do programa P.L.A.Y.S., voltado ao ensino de futebol em escolas públicas de Chicago. O projeto deve passar de 70 para cerca de 140 escolas até a inauguração da arena e poderá alcançar mais de 280 escolas no longo prazo.
McDonald’s Park motra como grandes empresas ampliam disputa por naming rights
A transformação das arenas em centros permanentes de entretenimento elevou o valor econômico dos naming rights em diferentes mercados. Os estádios deixaram de funcionar apenas como palco esportivo e passaram a operar como ativos contínuos de consumo, experiência e circulação urbana.
Além disso, além do McDonald’s Park, nos Estados Unidos, esse modelo ganhou força em arenas como:
- SoFi Stadium, em Los Angeles, usado pela fintech SoFi para ampliar presença nacional no mercado financeiro;
- Crypto.com Arena, antiga Staples Center, em um dos acordos mais caros do esporte americano;
- Citi Field, que associou o Citibank ao circuito esportivo e empresarial de Nova York;
- MetLife Stadium, transformado em vitrine permanente da seguradora em um dos maiores mercados dos EUA.
O movimento também acelerou no Brasil. O caso mais recente envolve o antigo Allianz Parque, rebatizado como Nubank Parque após acordo da fintech com a WTorre. O projeto inclui lounges exclusivos, ativações para clientes e novas experiências dentro da arena, ampliando o uso dos estádios além dos dias de jogo.
Segundo o Wall Street Journal, contratos ligados à principal liga de futebol dos Estados Unidos podem ultrapassar US$ 100 milhões. Dependendo, é claro, da localização e do potencial comercial do estádio.
McDonald’s transforma estádio em aposta de longo prazo em Chicago
O McDonald’s Park surge em um momento em que grandes empresas passaram a usar naming rights além da publicidade esportiva. O objetivo deixou de ser apenas exposição em jogos e transmissões para incluir presença física contínua, circulação urbana e associação permanente da marca à cidade.
No caso da McDonald’s, o movimento ganha peso extra porque acontece após anos de tensão entre a companhia e Chicago sobre criminalidade, impostos e ambiente de negócios. O novo estádio será construído próximo à sede global da empresa e dentro de uma área de revitalização urbana no South Loop.
Além disso, o McDonald’s Park transforma a arena em um ativo de presença institucional da companhia em Chicago, em uma estratégia que mistura futebol, entretenimento, urbanismo e reposicionamento corporativo em um dos mercados mais competitivos dos Estados Unidos.



