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Adidas supera Nike como marca mais vendida na Copa ao transformar tradição no futebol em vendas

A Adidas começou a Copa do Mundo 2026 com desempenho comercial superior ao da Nike. Dados de vendas, fluxo de consumidores e varejo indicam que a marca alemã está convertendo sua tradição no futebol em crescimento nas vendas, enquanto a rival tenta recuperar participação de mercado. Entenda o que explica essa vantagem e quais os impactos para a disputa global entre as duas gigantes dos artigos esportivos.
Bola oficial da Copa do Mundo 2026 desenvolvida pela Adidas, exibida com o logotipo da FIFA durante evento de apresentação.
Além dos uniformes das seleções, a bola oficial ajuda a ampliar a exposição da Adidas, que começou a colher ganhos nas vendas durante o Mundial. (Foto: Divulgação/FIFA)

A Adidas começou a transformar a Copa do Mundo 2026 em vendas. Dados de varejo mostram que a fabricante alemã supera a Nike em fluxo de consumidores e comercialização de produtos ligados ao torneio, enquanto a rival tenta recuperar espaço no mercado global de artigos esportivos.

Os primeiros indicadores sugerem que a estratégia construída ao longo de décadas de ligação com o futebol continua produzindo vantagem comercial. Isso porque a empresa patrocina 14 seleções, fornece a bola oficial da competição e chegou ao Mundial com forte crescimento nas vendas de camisas.

Mais do que uma disputa por exposição, a Copa passou a medir qual marca consegue transformar o interesse dos torcedores em receita e, até agora, a Adidas aparece na frente.

Adidas chega à Copa do Mundo 2026 com vantagem construída ao longo de décadas

Os primeiros sinais dessa vantagem apareceram antes mesmo de a bola rolar. A M Science, consultoria que monitora o desempenho do varejo, identificou alta de 70% nos gastos com roupas da Adidas em maio, impulsionada principalmente pela venda de camisas oficiais.

Com o início da Copa do Mundo 2026, o movimento ganhou força também nas lojas físicas da Adidas. A Placer.ai, empresa especializada em medir o fluxo de consumidores, registrou aumento de 47% nas visitas às unidades da marca nos Estados Unidos. No mesmo período, a JD Sports, uma das maiores varejistas britânicas de artigos esportivos, apontou a camisa da seleção mexicana como o uniforme de seleção mais vendido.

Os indicadores sugerem que a Adidas chegou ao torneio com uma operação preparada para responder ao aumento da demanda, convertendo o interesse gerado pela Copa em vendas desde as primeiras semanas da competição.

Produto, distribuição e varejo ajudam a explicar a vantagem

O desempenho da Adidas na Copa do Mundo 2026 não se explica apenas pela presença de mais seleções patrocinadas. Analistas avaliam que a empresa chegou ao torneio com um portfólio mais alinhado à demanda dos consumidores e uma operação comercial preparada para aproveitar o aumento das vendas de produtos ligados ao futebol.

Por outro lado, a Nike adotou uma estratégia diferente. A empresa ampliou o estoque de produtos relacionados ao Mundial em mais de 5 mil lojas próprias e parceiras, além de investir em coleções desenvolvidas com designers locais e até foco em outros campeonatos, como a Champions League.

Mesmo assim, os primeiros indicadores de vendas e fluxo de consumidores mostram que a Adidas conseguiu converter a visibilidade da competição em resultados comerciais mais rapidamente.

Nike tenta transformar a Copa em ponto de virada

Apesar de estar, de fato, atrás da Adidas no quesito vendas durante a Copa do Mundo de 2026, a Nike continua liderando o mercado global de artigos esportivos. Segundo a Euromonitor International, a empresa ainda detém participação quase duas vezes maior que a da concorrente, embora tenha recuado de 29,2% em 2022 para 22,9% no ano passado.

A perda de espaço levou a companhia a recolocar o futebol no centro da estratégia. O presidente-executivo Elliott Hill ampliou os investimentos na modalidade e a Copa representa o primeiro grande teste desse reposicionamento.

Além disso, a marca também manteve forte presença dentro de campo: levantamento da Reuters mostra que 232 dos 528 jogadores titulares utilizaram chuteiras da Nike, contra 218 da Adidas.

Adidas na Copa do Mundo 2026 amplia pressão sobre a recuperação da Nike

Os resultados das próximas semanas devem ganhar peso além do desempenho comercial do torneio. Investidores acompanharão os próximos balanços da Nike em busca de sinais de que a estratégia de recuperação começa a produzir efeito, enquanto a Adidas tenta consolidar a vantagem conquistada no início da competição.

Até agora, os primeiros indicadores mostram que a Adidas conseguiu converter a visibilidade da Copa do Mundo 2026 em crescimento nas vendas e maior movimentação no varejo. Mais do que uma disputa por exposição entre duas gigantes do setor, o Mundial se tornou um teste de qual estratégia comercial responde melhor ao interesse dos consumidores.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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