Ex-vendedor de picolé foi o primeiro negro brasileiro a entrar para o MIT

Natural de Niterol, Wellington começou a trabalhar com oito anos, ajudando o pai, ambulante, a vender na Praia de Saquarema. Foto: Istoé
Natural de Niterol, Wellington começou a trabalhar com oito anos, ajudando o pai, ambulante, a vender na Praia de Saquarema. Foto: Istoé

Wellington Vitorino, de 26 anos, construiu uma história de sucesso tendo como base a educação. Começou a trabalhar desde muito jovem, sempre visando a sustento e a independência financeira. Hoje, ele colhe frutos desta luta, sendo o primeiro brasileiro negro a conseguir cursar MBA no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos.

Natural de Niterol, Wellington começou a trabalhar com oito anos, ajudando o pai, ambulante, a vender na Praia de Saquarema. Aos 12 anos, iniciou seu próprio negócio, vendendo picolé dentro Batalhão da Polícia Militar, após receber a autorização dos próprios policiais.

Estudou a vida toda em escola pública, até receber uma bolsa para estudar em uma escola particular, localizada na zona Sul do Rio de Janeiro. O jovem passou em todos as universidade que concorreu e chegou a tirar a nota mil do Enem. Como tem o viés empreendedor desde pequeno, optou por cursar Administração de Empresas no Ibmec, por meio do ProUni que lhe deu bolsa integral.

Enquanto estudou no Ibmec, Wellington foi bolsista e monitor da instituição. Em 2015, entrou num processo seletivo da Fundação Estudar e foi um dos 24 escolhidos em meio a mais de 60 mil candidatos. Ganhou o prêmio de bolsista do ano e, desde aquele momento, percebeu a importância dos jovens para o futuro do país.

A partir de então, criou o ProLíder, instituição que tem o objetivo de ajudar jovens a serem líderes. Surgiu então a ideia de criar o Instituto Four, organização sem fins lucrativos que forma e desenvolve jovens líderes que pensam em maneiras de resolver desafios do Brasil.

O sonho de estudar no MIT começou a aflorar desde a faculdade. Wellington viajou algumas vezes para os EUA, para conhecer universidades, com recursos da Fundação Educar. Foi aceito pelo Instituto na segunda tentativa, e agora se prepara para se mudar para Boston, onde fica o MIT, para cursar o MBA e receber o título de mestre em negócios.

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