Com apoio do Sistema Fiern, RN se destaca na produção de energias renováveis 

A capacidade instalada total de 434 MW será atingida por meio da implantação de 70 aerogeradores Siemens Gamesa de 6,2 MW em 14 parques.
A capacidade instalada total de 434 MW será atingida por meio da implantação de 70 aerogeradores Siemens Gamesa de 6,2 MW em 14 parques.

As novas perspectivas de investimentos em energias renováveis no Rio Grande do Norte se abrem em um momento em que o estado tem a maior potência eólica instalada e prevista no Brasil para os próximos anos, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica). E não é só em terra – e nem apenas nessa fonte de energia – que engenheiros, meteorologistas e geógrafos da equipe estão de olho. 

Segundo o coordenador de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) do ISI-ER, Antônio Medeiros, a equipe se prepara para iniciar em julho a medições que irão apontar as melhores áreas para investimentos em geração de energia eólica no mar, a nova grande aposta do RN na área de energia, onde o estado já lidera a produção nacional.

As oportunidades vislumbradas em novas fronteiras para o estado foram apresentadas pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico em videoconferência com diversas instituições e representantes de indústrias, quando o secretário Jaime Calado citou o Atlas entre os estudos mais importantes em curso para futuros investimentos no estado.

“O setor de energia já vem realizando investimentos de peso no Rio Grande do Norte, aproveitando o potencial do estado para geração de energias renováveis em terra e ter agora um instrumento que dê subsídios sobre as possibilidades que existem também no mar é, sem dúvida, estratégico para o estado ampliar investimentos, abrir novos mercados e gerar empregos”, diz o presidente do Conselho Regional do Senai/RN e do Sistema Fiern, Amaro Sales de Araújo.

De acordo com o governo do estado, o Rio Grande do Norte tem R$ 7 bilhões em investimentos previstos até 2026 em energia eólica e R$ 2,3 bilhões em energia solar fotovoltaica – e outros potenciais negócios despontam no horizonte, agora, no mar. “O estado tem atualmente quatro projetos em desenvolvimento na costa, à espera de licenças ambientais”, disse Jaime Calado.

No caso da energia solar fotovoltaica, os trabalhos dos pesquisadores para elaboração do Atlas se concentrarão em áreas ainda sem grandes projetos em desenvolvimento, mas com muitos em fase de prospecção por microempreendedores. O dado medido para o Atlas possibilitará que os integradores elaborem os projetos com menor incerteza do potencial solar, facilitando as aprovações junto aos bancos e financiadores do investimento. O RN já possui um atlas de energias, que, com esse trabalho, passa por validação com tecnologias mais modernas em terra e no mar, nas energias eólica e solar. 

 

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