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Austrália pode se tornar o paraíso de lavagem de dinheiro russo

Foto: Pexels

A falha na legislação contra a lavagem de dinheiro da Austrália significa que o país corre o risco de se tornar um paraíso para o capital russo dos oligarcas que tentam evitar sanções pela guerra na Ucrânia, dizem especialistas em publicação do The Guardian.

O país é um dos três únicos (junto com Haiti e Madagascar) que ainda prometem incluir advogados, contadores e agentes imobiliários na responsabilidade de responderem às legislações de combate à lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo (AML-CTF).

Segundo o jornal britânico, tendo falhado em cumprir uma promessa feita há oito anos de trazer as profissões para o sistema AML-CTF, o governo agora enfrenta uma corrida contra o tempo para agir antes que as autoridades globais coloquem a Austrália em uma “lista cinza” de países que não atendem aos padrões internacionais, medida que colocaria o país em uma situação complicada, prejudicando seus bancos e tornaria mais difícil para as empresas contratarem financiamento no exterior.

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“Apenas nas últimas semanas, através dos processos que acompanhamos, conseguimos identificar algumas entidades russas com dinheiro neste espaço”, disse Andrew Jackson, que é o chefe australiano da First AML, uma empresa que fornece triagem de clientes e outros serviços de combate à lavagem de dinheiro. “Agora, se eles são legítimos ou não, eu não sei”, completou ele.

“Se não tivermos uma legislação mais ampla, sempre estaremos correndo o risco de que as pessoas que precisam movimentar fundos ilegais olhem para a Austrália , porque é apenas um alvo mais fácil”, disse o especialista.

Jackson destaca que a lavagem de dinheiro tem consequências reais para os australianos comuns. As pessoas podem estar “sentadas em um pub no oeste de Sydney e na sala de caça-níqueis atrás delas pode ter um grupo de pessoas gastando US$ 50.000 em uma noite, lavando seu dinheiro”, comentou ele.

O chefe do grupo de conformidade AML-CTF Initialism, Neil Jeans, diz que a Austrália é “absolutamente” vulnerável à exploração por infratores de sanções “porque você tem, efetivamente, uma proporção significativa de “gatekeepers” ou facilitadores basicamente, não obrigados a saber quem são seus os clientes”. “É muito fácil criar uma estrutura complexa em camadas que seria muito difícil de penetrar por qualquer país”, diz Jeans.

“Esse é todo o modus operandi dessa atividade – e venho investigando isso desde o início dos anos 1990”, completou o chefe do grupo.

Promessas

Em 2014, a Austrália prometeu cumprir a recomendação do GAFI de trazer advogados, contadores e agentes imobiliários para o regime AML-CTF. Agora é o único país desenvolvido que não conseguiu fazê-lo.

Segundo Deborah O’Neill, senadora que tem atuado em uma investigação do comitê do Senado sobre a adequação das leis AML-CTF da Austrália, em 2015, o governo australiano soube que os chineses estavam “muito ativamente engajados na movimentação de dinheiro de maneiras que não eram vistas na Austrália”.

“Nós não descobrimos por nós mesmos, descobrimos pelos chineses, eles nos disseram que éramos uma lavanderia. Não temos visão disso por causa do fracasso do governo em fazê-lo”, disse ela.

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