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Alta do dólar acompanha aversão ao risco global e não tem motivação interna, avalia especialista

(Foto: Alesia Kozik/Pexels)

Após semanas de queda frente ao real, o dólar, desde a última sexta (22), vem acumulando altas e nesta quarta (27) já opera em R$ 4,90. O aumento exponencial dos últimos dias tem explicação no movimento de aversão ao risco a nível mundial e não tem ligação com fatores internos do País, aponta Marcos Weigt, head de Tesouraria do Travelex Bank.

A motivação para o aumento a nível global foi impulsionado pelo avanço da Covid-19 e risco de ampliação do lockdown na China, inflação globalizada, guerra na Ucrânia e, principalmente, por causa da preocupação com relação ao aumento dos juros para conter inflação nos Estados Unidos,  movimento sinalizado por Jerome Powell, presidente do banco central americano (Federal Reserve)  na última semana.  “Esse aperto monetário provoca o fly-to-quality, que gera a queda da taxa juros americana e nas bolsas e provoca a valorização do dólar. Estamos nesse movimento desde a última sexta e os próximos dias serão importantes para sabermos a extensão dessa alta”, destaca.

Embora a aversão seja global, o real tem sido uma das moedas mais afetadas, o que segundo Weigt acontece pelo Brasil ser nas últimas semanas o trade preferido entre os investidores. “A operação acontece em meses, já a saída em dias. Esse aumento abrupto do dólar acontece porque a porta é pequena na saída. Por isso, o Banco Central fez um leilão de dólar spot de US$ 571 milhões, e de Swap de mais US$ 500 milhões para fornecer parte da liquidez nos exageros de alta”, explica

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Nesse cenário, fatores internos ainda não são apontados como determinantes para a desvalorização do real, mas a médio prazo isso pode mudar, já que as eleições começam a ganhar cada vez mais espaço no dia a dia do mercado a partir de maio.

Mesmo com a alta do dólar nos últimos dias, o mercado brasileiro segue com os mesmos atrativos que levaram à valorização do real nos últimos meses. Commodities como a soja, milho, minério de ferro e outras matérias-primas em alta, taxa de juros atrativa aos investidores e diminuição de opções para investimentos em países emergentes, em meio aos conflitos geopolíticos.

 

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