Fortaleza cai 10 posições no Índice de Cidades Empreendedoras

Fortaleza, capital do Ceará, enfrenta desafios no Índice de Cidades Empreendedoras (ICE) de 2023, elaborado pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap). No Ranking de Empreendedorismo geral referente ao período 2022/2023, a cidade ocupa a 43ª posição, tendo caído 10 posições em relação ao ano anterior.

Os dados revelam preocupações em aspectos como mercado e qualidade do capital humano (87ª posição em ambos), infraestrutura (30ª posição) e inovação (36ª posição). Fortaleza também enfrenta problemas sociais, como violência e abandono de bairros, que afetam o ambiente do ranking de empreendedorismo e a atração de investimentos.

Carência de ações avançadas

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) da Prefeitura de Fortaleza tem sido criticada por não cumprir adequadamente seu papel na cidade. Segundo informações, o órgão tem se concentrado em oferecer cursos para microempreendedores e não tem direcionado esforços para outros setores. A falta de parcerias público-privadas (PPP) e a ausência do secretário Rodrigo Nogueira em eventos em busca de investimentos são apontados como fatores que contribuem para a situação atual.

Ademais, a SDE não tem conseguido atrair grandes empresas para Fortaleza, o que é essencial para o crescimento econômico da cidade. Como resultado, Fortaleza perde posições no ranking de cidades empreendedoras e se torna cada vez mais dependente do turismo, sem diversificar sua economia.

Quais foram as principais iniciativas da prefeitura/SDE nos últimos três anos, tanto no Brasil quanto no exterior, para promover as potencialidades de Fortaleza e atrair investimentos do setor privado?

É urgente que a prefeitura avalie a atuação da SDE e redefina sua estratégia para impulsionar o desenvolvimento econômico da cidade. A secretaria deve se concentrar em atrair grandes empresas para Fortaleza, criando condições favoráveis para investimentos privados e, consequentemente, gerando mais empregos e renda para a população.

Não se pode negar a importância do fomento aos pequenos negócios, mas é necessário ir além. Fortaleza precisa se tornar atrativa para investimentos em setores como tecnologia, logística, pesquisa, inovação e agricultura familiar, visando diversificar sua economia. Se a SDE não desempenhar um papel mais ativo nesse sentido, a cidade continuará estagnada e sem perspectivas de crescimento.

Bairros Improdutivos

O presidente da Associação dos Empresários do Centro de Fortaleza (Ascefort), Maia Júnior, enfatizou que atualmente o Centro da cidade se encontra em estado de total abandono.

Júnior destaca um dos principais problemas da região, a falta de limpeza, que tem afetado tanto os lojistas quanto os clientes, que precisam conviver diariamente com o mau cheiro e o excesso de lixo. Além disso, o número de ambulantes tem aumentado consideravelmente, o que prejudica bastante os negócios estabelecidos na região, que precisam competir pela clientela com os ambulantes que não têm as mesmas obrigações fiscais. Os empreendimentos mais recentes são os mais prejudicados por essa situação. Segundo o presidente, a Praça do Ferreira se transformou em um grande abrigo a céu aberto, com redes armadas e colchões, entre outros objetos.

Segundo o presidente da Ascefort isso acontece porque a gestão da capital não faz uma fiscalização adequada no centro. Dessa forma, aqueles que trabalham de forma irregular ganham liberdade para fazerem o que quiser. Apesar de todas essas questões que atrapalham, Maia Júnior afirmou que as taxa impostas pela prefeitura não deixam de chegar para os empresários.

O comerciante que atua no bairro do Montese, João Silva, reclama da falta de apoio da prefeitura para estimular o comércio na região. Segundo ele, a área sofre com a falta de infraestrutura e incentivos fiscais, dificultando a atração de novos empreendimentos e a expansão dos negócios já existentes.

Já Maria da Costa, comerciante da Barra do Ceará, comenta que a prefeitura entregou a obra da nova orla recentemente, mas sem a devida organização e planejamento. “A orla já está abandonada, e a falta de manutenção e fiscalização afeta diretamente nossos negócios. Investiram milhões na obra, mas não se preocuparam em garantir a sustentabilidade do local. Obras irregulares já estão acontecendo, igual como na Praia do Futuro, praça pública ocupada literalmente com a criação de animais, como bode e galinha”, lamenta Maria.

Para melhorar o cenário empreendedor, investimentos em infraestrutura, capacitação do capital humano e políticas de inovação são essenciais. Além disso, é necessário enfrentar os problemas sociais e promover o desenvolvimento econômico de forma sustentável.

O diálogo entre o poder público e os empreendedores é crucial para entender as necessidades de cada região e elaborar políticas públicas efetivas. Incentivos fiscais, melhorias na infraestrutura e capacitação profissional são medidas que podem fortalecer o comércio e a atividade empreendedora.

Potencia da capital cearense

Com uma abordagem coordenada e comprometida, Fortaleza tem potencial para superar os desafios e retomar seu crescimento empreendedor, promovendo um ambiente próspero, mas depende da articulação e interação entre os gestores municipais, coisa que não existe. Não pode existir feudos na maquina pública. A adoção de políticas públicas transparentes, responsáveis e monitoradas é fundamental para garantir a efetividade das ações e a melhoria contínua do ambiente empreendedor na cidade.

Nos últimos nos últimos três anos, quantos grande investimentos a capital cearense recebeu do setor privado?

O prefeito José Sarto (PDT), que deve buscar sua reeleição, deveria rever sua áreas de articulação e comunicação. Valorizar o empreendedor, ele é sinal de emprego, renda e impostos, que o município gosta e precisa.

Editorial Economic News Brasil

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