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Brasil teme aumento de barreiras comerciais em caso de aplicar vacina contra gripe aviária

O Brasil monitora os cinco casos de influenza aviária altamente patogênica (HPAI), registrados no país, em aves selvagens. Mas apesar desses, o Ministério da Agricultura não trabalha nesse momento para a realização de uma campanha de vacinação em massa. O temor da pasta é que a aplicação dos imunizantes podem aumentar as barreiras comerciais impostas por países importadores do produto, podendo gera enorme prejuízos para a balança comercial, pois estimativas dizem que o setor é responsável por gerar quase 10 bilhões de dólares em receitas.

Segundo Eduardo Cunha, representante do Brasil n Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) em Paris e diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura e Pecuária, a situação epidemiológica no país está controlada. “Atualmente, o Brasil está livre de HPAI. Se nosso status epidemiológico mudar e eventualmente decidirmos vacinar… temos um forte sentimento de que seremos submetidos a algumas barreiras comerciais”, revelou.

Atualmente, o Brasil exporta aves para mais de 130 países, tendo um papel importante no abastecimento mundial de aves e ovos, uma vez que os importadores proíbem a carne de frango e peru de países com o vírus circulando em suas granjas, segundo informações do portal Money Times. Caso seja necessária a aplicação da vacina contra a gripe aviária, uma negociação com os compradores para convencê-los a aceitar o produto vacinado será “um grande desafio”.

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Assim como o Brasil, os Estados Unidos registrou casos de gripe aviária, mas até o momento, optou pela não vacinação em seu rebanho justamente para evitar barreiras comerciais.

Casos de gripe aviária no Brasil

No último sábado, o Ministério da Agricultura e Pecuária informou que tem intensificado as ações de vigilância em populações de aves domésticas e silvestres em todo o país. Na ocasião, o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), unidade de referência da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA), confirmou mais dois casos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) de subtipo H5N1, subindo para 5 o número de confirmações de casos em aves silvestres, mas nenhum em humanos.

Já em relação a humanos que tiveram contato com aves infectadas e esteja apresentando sintomas gripais, o Ministério da Saúde recomendou que a pessoa deve imediatamente comunicar o fato ao serviço de saúde mais próximo para que sejam adotados os protocolos de monitoramento e análise laboratorial.

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