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Saques na poupança: agosto registra déficit de R$ 10,1 bilhões

A previsão do mercado financeiro aponta para uma nova queda da Selic, que pode chegar a 9% até o final de 2024. Isso significa que os investidores precisam se preparar para um cenário de renda fixa tradicional com retornos mais baixos.
Foto: Maitree Rimthong/Pexels

Em meio a uma fase de turbulência econômica, a caderneta de poupança, um dos investimentos mais tradicionais do Brasil, enfrenta momentos de desafio. Segundo dados recentes do Banco Central (BC), os saques superaram os depósitos em quase R$ 10,1 bilhões no mês de agosto. Este anúncio, originalmente programado para quarta-feira (6), foi postergado para sexta-feira (08/09) devido à operação-padrão dos servidores e o feriado nacional de 7 de setembro.

Em agosto, a poupança registrou uma movimentação significativa, com depósitos totalizando R$ 321,6 bilhões, enquanto as retiradas alcançaram a marca de R$ 331,7 bilhões. Este desempenho marcou uma queda significativa em comparação ao mesmo período do ano passado, quando as saídas líquidas atingiram um recorde de R$ 22 bilhões desde o início da série histórica do BC em 1995.

A caderneta de poupança vem enfrentando uma sequência de perdas desde 2021, um cenário impulsionado por fatores como inflação elevada, maior endividamento das famílias e juros altos. No ano de 2022, a poupança registrou um saldo negativo de R$ 103,237 bilhões, marcando o pior desempenho anual desde a iniciação da série histórica em 1995.

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Atualmente, a remuneração da poupança é regida por uma taxa referencial (TR) de 0,1397% ao mês (1,69% ao ano), acrescida de uma taxa fixa de 0,5% ao mês (6,17% ao ano), considerando uma taxa Selic de 13,25% ao ano. A dinâmica de remuneração sofre alteração quando a Selic está abaixo de 8,5%, sendo ajustada para a TR mais 70% da taxa básica de juros.

Até o momento, no acumulado de janeiro a agosto deste ano, as retiradas superaram os depósitos em cerca de R$ 80,3 bilhões, representando o segundo maior volume de saída líquida de recursos desde o início da série do BC. Apesar da retração, o volume total aplicado na poupança em agosto permaneceu expressivo, alcançando R$ 969,1 bilhões, com os rendimentos sendo incorporados ao saldo total da aplicação.

A caderneta de poupança, um dos investimentos mais antigos e populares no Brasil, está passando por um período de reavaliação. Diante de um cenário econômico desafiador, os investidores estão retirando seus recursos em um ritmo acelerado, indicando uma perda de confiança nesta modalidade de investimento. A evolução da taxa Selic e outros indicadores econômicos nos próximos meses será crucial para determinar o futuro da poupança no país.

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