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México na Guerra dos Chips: oportunidade em meio à crise

(Foto: Pexels)

Os chips são os pilares da economia contemporânea, presentes em todos os dispositivos eletrônicos que utilizamos diariamente, desde smartphones a carros e aviões. Recentemente a escassez global desses componentes essenciais tem causado preocupações em diversos setores, incluindo hospitais, indústria automobilística, eletrônicos e até mesmo a construção civil.

A tensão entre EUA e China

A rivalidade intensificada entre China e Estados Unidos na busca pela supremacia na indústria de semicondutores tem criado tensões globais. A ilha de Taiwan, onde está sediada a maior fabricante do mundo, a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC), tornou-se especialmente crítica nesse cenário. Especialistas alertam para a possibilidade de uma dimensão militar desse conflito até 2027, como abordado no livro “Guerra dos Chips”, de Chris Miller.

Os Estados Unidos lideram o campo do design de chips, a produção em grande escala ocorre principalmente na Ásia. Como é o caso de Taiwan que produz chips mais avançados do ponto de vista tecnológico, o que aumenta a preocupação nos EUA sobre a vulnerabilidade do fornecimento de semicondutores.

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Nesse sentido, a pandemia de COVID-19 destacou a fragilidade das cadeias de abastecimento globais e incentivou empresas a considerarem alternativas à dependência excessiva da China. Neste contexto, o México emerge como um candidato promissor para realocação de operações de montagem e embalagem de semicondutores.

Oportunidade para a indústria mexicana

Em entrevista à BBC News Mundo, Chris Miller aponta para o potencial do México neste cenário. Ele observa que o México já possui uma indústria de montagem bem desenvolvida, que pode ser expandida para abranger a montagem e embalagem de chips.

O México, com sua localização estratégica e experiência em manufatura, poderia desempenhar um papel vital na redução da dependência global de uma única região na produção de semicondutores. Em um mundo cada vez mais digital, a importância de diversificar as fontes de suprimento de chips torna-se fundamental para garantir a estabilidade econômica e tecnológica.

Em síntese, o México surge como um competidor promissor nessa corrida pela soberania da indústria. É uma oportunidade de fortalecer as cadeias globais de abastecimento e garantir que a economia internacional não fique refém de uma única nação ou região. À medida que a batalha pelo domínio dos chips continua, o México pode ser a chave para uma indústria mais resiliente e diversificada.

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