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90% dos varejistas aceitam parcelamento sem juros

Vendas parceladas cruciais para empresas varejistas

Endividamento atinge máxima histórica de março impulsionado pelo cartão de crédito, diz CNC
Divulgação

Uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revela a significativa influência do parcelamento sem juros no cartão de crédito para o varejo brasileiro. O estudo aponta que 89,6% das empresas do setor adotam essa estratégia, refletindo-se em um faturamento médio anual de cerca de R$ 2,841 trilhões.

Impacto nas Receitas das Empresas

Dentre essas empresas, 47% obtêm metade de seu faturamento por meio de vendas parceladas, o que representa aproximadamente R$ 1,493 trilhão anual. A pesquisa, abrangendo seis mil empresas de diferentes portes e setores do varejo em todo o país, indica também que para quase 30% dos varejistas, as vendas parceladas constituem entre 50% e 80% de sua receita anual, estimada em R$ 929 bilhões. Adicionalmente, 13,2% das empresas, cerca de 297 mil delas, têm mais de 80% de suas vendas provenientes do parcelamento, somando um faturamento anual próximo de R$ 418 bilhões.

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Ações da CNC e Legislação

A CNC, destacando a importância do cartão de crédito para o consumo nos últimos anos, enfatiza a necessidade de soluções para as altas taxas de juros, que podem chegar a 440% ao ano. Em resposta, a entidade apresentou ao Ministério da Fazenda um estudo em setembro, defendendo a manutenção do parcelamento sem juros e a racionalização das taxas de juros do rotativo do cartão. Além disso, destaca a aprovação do PL 2.685/22, do programa Desenrola, que limita os juros a 100% do valor total da dívida do cartão de crédito, como exemplo a ser seguido. Essas iniciativas visam minimizar o endividamento excessivo e a inadimplência, proporcionando aos consumidores maneiras mais sustentáveis de quitar suas dívidas.

A pesquisa da CNC demonstra claramente o papel vital do parcelamento sem juros no cartão de crédito para o varejo no Brasil, evidenciando sua contribuição significativa para o faturamento do setor e para a economia como um todo. As medidas propostas pela CNC buscam equilibrar a necessidade de manter essa prática benéfica com a urgência de abordar as questões relacionadas às altas taxas de juros, visando um mercado de crédito mais justo e sustentável.

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